EVA PAULINO BUENO

Eva Paulino Bueno é paranaense de Cafeara. Morou em Maringá até 1975, e se graduou em Letras pela UEM (1975). Tem mestrado em Língua Inglesa pela UFRJ (1986), e Ph. D. em Hispanic Languages and Literatures pela Universidade de Pittsburgh (1991). Atualmente é professora de Espanhol e Português na St. Mary’s University, em San Antonio, Texas. É autora de vários livros e artigos sobre literatura brasileira, cultura popular, e estudos da mulher. Seu livro mais recente é uma enciclopédia, Latin American Women Writers, An Encyclopedia (Routledge).

 

 

O que há de novo no front

Eva Paulino Bueno

 

É possível que o discurso de Barak Obama aceitando a nomeação como candidato democrata para a presidência dos Estados Unidos tenha sido um dos discursos mais assistidos nos últimos anos. Talvez até mesmo tenha sido o discurso mais assistido até hoje. Sem exagero. Simplesmente existem mais aparelhos de televisão, e a eleição do próximo presidente americano assume uma importância sem precedentes, não só para este país, mas também para o mundo inteiro.

Quero utilizar este espaço para indagar, primeiro, porque esta eleição é tão importante nos Estados Unidos. Em seguida, faremos uma breve análise do que os dois candidatos, Barak Obama e John McCain, trazem à arena política do país e do mundo. Depois, usando o que está sendo dito e escrito nos últimos dias na imprensa americana, faremos um balanço do que se sabe e do que se espera destes dois candidatos.

1.

O ponto inicial que temos que mencionar para entender a importância desta eleição são os fatores econômicos, que são os que atingem a população do país e afetam outras nações neste nosso mundo globalizado. Os Estados Unidos se encontram dentro de uma crise econômica e financeira de graves proporções, e esta crise afeta todos os outros setores da sociedade. Para entender a crise, poderíamos voltar até o começo do século XX e ver o que fez dos Estados Unidos uma potência econômica, mas para isto precisaríamos escrever livros. Não temos tempo, nem espaço; então, vamos fazer somente uma rápida visita aos anos 80, em que imperaram, primeiramente Ronald Reagan (ator de filmes categoria “B”), e George Herbert Walker Bush (também conhecido como Bush I). E aqui, temos que usar nosso famoso ditado que “uma andorinha só não faz verão”: um presidente republicano sozinho não afunda um país. Neste caso, foram necessários vários governos para levar o país à borda da bancarrota. Os Estados Unidos tem uma indústria muito forte, e universidades onde se fazem pesquisas de ponta, e é um país que tradicionalmente tem dado guarida a muitos cientistas e estudiosos do mundo interior. Este é um país de vastas proporções e enormes reservas naturais, e além de tudo, tem uma população que entende o valor do trabalho. Mas o governo pode afetar negativamente mesmo um país assim. Senão vejamos: quando Bill Clinton foi eleito e assumiu a presidência em 1992, os governos de Reagan e de Bush I tinham juntado uma dívida nacional no valor de 4 trilhões de dólares. Durante o governo de Clinton, foram elevados os impostos aos ricos, aumentaram os empregos, pagou-se esta dívida, e o país viveu uma relativa paz. Ao deixar o governo, Bill Clinton havia pago a dívida de 4 trilhões de dólares e juntado um crédito positivo de 236 bilhões de dólares. Isto não foi feito como um passe de mágica, mas com responsabilidade fiscal, impostos a quem mais tem, respeito pelos mais fracos, e cuidado com a coisa pública.[1]

Quando George W. Bush assumiu a presidência em 2000, depois de uma eleição contestada até o último voto, ele imediatamente deu descontos de impostos ao 1% da população mais rica no valor de 630 bilhões de dólares, e passou a juntar outros 200 bilhões para garantir sua reeleição, o que aconteceu em 2004, também com uso de táticas específicas, que discutiremos adiante. Neste momento, os Estados Unidos têm um déficit nunca visto em toda sua história. Bancos estão falindo. Companhias estão fechando, despedindo empregados em massa. Outras companhias estão consolidando, também despedindo empregados, diminuindo o número de produtos fabricados. Pessoas estão perdendo suas casas. Empregos estão ficando mais e mais difíceis de se obter, e os salários estão caindo. A violência aumenta, devido principalmente à falta de oportunidades e ao desespero de muitas pessoas. Enquanto isto, uma guerra ruge no Iraque e outra no Afeganistão, custando, além de bilhões de dólares, as vidas de soldados americanos e de gente destes dois países. E, também enquanto isto, aumenta o número de adeptos do Taliban — que assumiram a responsabilidade do ataque de 11 de setembro de 2001 — e os maiores responsáveis por aqueles ataques ainda continuam soltos.

Esta situação de instabilidade econômica nos Estados Unidos acaba afetando muitos outros países, especialmente aqueles cujos sistemas bancários estão de alguma maneira ligados ao sistema americano. Assim, as dificuldades com os bancos começaram com Bear Stearns nos Estados Unidos, e seguiram com o IKB e o West LB na Alemanha, e o Northern Rock no Reino Unido. Os mercados de ações, até para leigos como eu, parecem extremamente instáveis. Além disto, o cidadão estadunidense vê a cada semana novas tentativas de privatização do seguro social, que foi criado no governo de Franklin D. Roosevelt como parte do programa New Deal, em 1935. Isto é: a administração Bush II, elevada ao poder graças às mutretas de uma Corte Suprema regida por juízes de extrema direita, não só quer comprometer os que vivem hoje, mas também gerações futuras, que estariam sem esta possibilidade de se aposentar e receber o que aplicou no fundo de seguro social.

O segundo ponto também está relacionado aos fatores econômicos, mas de uma forma oblíqua: a questão da continuação da guerra no Afeganistão e da guerra do Iraque. A do Afeganistão, que ostensivamente ia agarrar Osama Bin Laden e seus comparsas, acabou se transformando em algo que não se entende direito, mas que parece que não tem nenhuma previsão de fim. O público parece ter perdido o interesse, talvez porque os ataques espetaculares estão diminuindo, embora ainda morram soldados e civis. Esta guerra saiu das primeiras páginas. O que continua sem parar é o gasto de dinheiro, a destruição de vidas e propriedades no Afeganistão, assim como o aumento de jovens se juntando ao que nos Estados Unidos se convencionou chamar de “terroristas”. Deve ser muito ruim ver o próprio país invadido por estrangeiros, sejam eles lá quem forem. Muitos destes que se juntam ao Taliban vêm de famílias que sofreram vexames, destruição e morte como resultado da invasão estrangeira, que não lhes trouxe nenhum benefício. O Oeste, com os Estados Unidos à frente, chegou prometendo mundos e fundos, mas assim que o governo taliban (aliás, um bando de assassinos) foi derrotado, não se deram as condições estruturais para que o país se auto-governasse, e as forças estrangeiras permaneceram no país sem ter um rumo certo, enquanto o taliban se reorganizava nas montanhas e voltava à vida e ao ataque.

Quanto à guerra do Iraque, convém lembrar — como se fosse possível esquecer — a continuada pressão por parte do governo Bush II para começá-la. Em especial, constava de seus argumentos que Saddam tinha armas de destruição massiva e podia atacar os Estados Unidos. A um certo ponto, Bush II disse que queria destruir Saddam Hussein porque ele havia ameaçado seu pai (Bush I). O que não entrava na equação (é interessante como se esquecem estas coisas) era o fato que Saddam Hussein uma vez foi o garoto propaganda dos Estados Unidos: não tinha laços com a religião muçulmana e serviu para atacar ferozmente o Irã (assim recrudescendo o fundamentalismo e o fanatismo da facção dominante naquele país, em detrimento da população civil). Naquele tempo, os Estados Unidos não protestaram o fato que os filhos de Saddam Hussein aterrorizavam a população iraquiana e que seus sequazes assassinavam, torturavam, violavam, sem o menor receio de punição. Saddam enriquecia, posava de ditador com seu bigode, rodeado de outros bigodes, sorrindo na certeza de ser intocável. Mas, assim que Saddam – provavelmente lembrando-se dos bons tempos em que tudo que fazia era aceito, e não medindo exatamente o que isto significava – atacou o seu vizinho Kuwait e ameaçou os interesses das grandes companhias petrolíferas, a coisa mudou, como vimos em 1990/1991. Uma coisa temos que admitir, no entanto, sobre Bush I: ele teve o bom senso de não atacar Bagdá e retirou as tropas do país.[2] Mas, Bush II tinha que ligar o ataque de 11 de setembro de 2001 com o Iraque, e assim foi. A avalanche de “experts” escrevendo e falando a favor da guerra foi algo incrível para quem vivia aqui naquela época.[3] As razões, como também muitos apontaram então, e têm mostrado desde o início desta malfadada guerra, tinham mais a ver com a posse do petróleo que de qualquer outra coisa. [4] Mas, para o consumo público, o que se fala é em “democracia”, “liberdade”. Muitos engolem. Assim podemos entender como os que perdem filhos, ou maridos, ou esposas, ou irmãos, ou irmãs, ou pais, podem repetir, diante das câmeras, que seus entes-queridos morreram “defendendo nossa liberdade”. Podemos também entender isto como uma maneira de recuperar, de alguma forma, a horrível perda. Ninguém gostaria de dizer que seu filho/a, irmã/o, esposo/a, pai/mãe morreram para que companhias milionárias fiquem ainda mais ricas vendendo gasolina e outros derivados do petróleo. Seria horrível demais. Então talvez doa menos usar uma abstração e dizer que foi em nome dela — da famosa liberdade – que eles morreram.

O país se encontra em uma espécie de pesadelo, em que mesmo as pessoas que no início se manifestaram a favor da guerra do Iraque começam a sentir que tudo foi um engodo, destinado a efervescer os sentimentos “patrióticos” enquanto na surdina os que realmente ganham com as guerras se dispunham a ganhar ainda mais. O pior, neste momento, é que já se perdeu tanto, que muita gente acha que os Estados Unidos não podem simplesmente sair do Iraque e do Afeganistão. Alguns dizem que seria “uma vergonha”. Enquanto isto, a dívida nacional se acumula, o povo perde mais e mais poder aquisitivo, existe uma espécie de angústia generalizada em todos os setores. [5]

2.

Que podem prometer os candidatos a presidente? O que se pode saber deles no prazo em que suas vidas são conhecidas do público?

Uma das críticas mais freqüentes que o campo do senador John McCain tem contra o senador Barak Obama é que este último “não tem experiência para ser presidente”. Obama, de fato, é uma presença nova, sendo que sua primeira eleição foi para senador no estado de Illinois de 1997 a 2004. No ano 2000, ele não conseguiu ser eleito para a Câmara dos Deputados, e no ano 2003 anunciou que seria candidato a senador nas eleições de 2003. Ele obteve vitória daquela vez, e é senador então desde 2004. O momento que muitos marcam como seu lançamento no cenário nacional foi durante a convenção democrática em julho de 2004, quando ele proferiu o discurso principal e arrancou aplausos de todos os presentes. Quando Obama lançou sua candidatura, muitos acharam que no máximo ele ficaria atrás da senadora Hillary Clinton, que tem uma lista de serviço público de quase 4 décadas, além de ser a esposa do ex-presidente Bill Clinton. Mas a base de Obama cresceu durante a fase das eleições primárias e ele foi nomeado o candidato democrata.

Sua vida até aqui, embora não tenha sido vivida no olho público como a de Clinton e McCain, tem sido uma vida de serviço, de organizador. E, como muitos apontam, o fato de ele ter chegado aonde chegou, depois de uma infância de dificuldades e ausência do pai, mostra seu caráter, além da sua inteligência e seu carisma. Ao escolher o senador Joe Biden como seu vice-presidente, Obama mostrou que fez uma cuidadosa seleção entre muitos que poderiam ter sido escolhidos, e decidiu por alguém que tem uma longa carreira no senado, e comprovados credenciais de serviço pela causa do povo americano.

O senador John McCain, como todos sabemos, lutou no Vietnã, e é senador pelo Arizona há 26 anos. Sabemos também — e sua campanha não cansa de repetir — que ele foi prisioneiro político no Vietnã, sofreu tortura que deixou seu braço direito imobilizado. Considerado um “maverick” no partido republicano por causa de algumas posições independentes que tomou ao longo dos anos, John McCain também é conhecido por seu “pavio curto”: mesmo durante o período das eleições primárias, quando todos os candidatos estão como seda com a imprensa, ele se irritou com um repórter diante das câmaras.

Outro fator interessante da carreira de John McCain é que, embora ele tenha tido alguns exemplos de “independência”, seu record mostra que durante a sua carreira ele votou com George Bush 90% das vezes. Ele votou a favor da guerra do Iraque, e ainda insiste que é uma guerra certa e justa, e desafia a quem disser que não, chamando-os de “não patriotas” e acusando-os de serem a favor dos terroristas. Quando alguém lhe pergunta sobre a guerra, e se acontece de haver uma câmara em close up, se pode ver como se crispam seus músculos do rosto. Este homem tem realmente o pavio curto, e vota com o partido. Em outras palavras: sua independência é muito pequena, e ele vai seguir a linha bushiana, com certeza, salpicada, talvez aqui e ali por alguns momentos de decisão rápida sem ver as conseqüências, que às vezes acertam, outras não. Um exemplo desta tendência a decisões sem pesar o resultado foi escolher como sua vice-presidente a atual governadora do Alaska, Sarah Palin, que foi prefeita de uma cidadezinha de menos de 7 mil pessoas de 1996 a 2002 e é governadora do estado desde dezembro de 2006. Embora a campanha republicana tenha acusado Barak Obama de inexperiência, McCain escolhe uma pessoa cuja atuação política de algum porte não chega a dois anos! Antes disto, Sarah Palin foi vereadora da mesma cidadezinha, e era “hockey mom” — uma versão de “soccer mom” (mãe com filhos que jogam futebol), e participou na associação de pais e professores da escola de seus filhos.

É possível dizer-se que para todos — desde o senador mais empafiado ao eleitor mais desavisado do partido republicano — Sarah Palin foi uma surpresa. McCain a anunciou como uma conservadora contra o aborto, possuidora de armas de fogo e defensora da idéia de se furar poços de petróleo nos parques reservas naturais no Alaska (um assunto favorito dos republicanos). Pat Buchanan, um conservador muito conhecido, disse que Sarah Palin é provavelmente “a conservadora mais dinâmica do país”, enquanto que Lori Viars, uma conservadora de Ohio, disse que Palin “é melhor do que eles esperavam”.[6] Depois do anúncio desta escolha, vários detalhes estão sendo revelados. Por exemplo: McCain tinha falado com Sarah Palin três vezes antes de convidá-la. Obviamente, ele não consultou nenhuma pessoa ao tomar esta decisão, e agora, aos poucos, vão se revelando detalhes da vida da candidata, problemas seus e de sua família, suas perseguições políticas a gente que não obedece. Nos últimos dias, a revelação de que sua filha de 17 anos está grávida foi mais um choque, ao qual os republicanos reagiram dizendo que este é um assunto da família, e que Barak Obama recusou-se a comentar, dizendo que esta é uma questão para a família Palin e não para o público. McCain, nos quatro dias desde a revelação do nome da sua companheira de chapa no sábado dia 30 de agosto, repete que a escolheu depois de pesar todos os nomes que tinha à sua disposição e que sabia dos fatos de sua vida. Mas o fato é que, desde terça feira, dia 2 de setembro, Sarah Palin não é vista em público e muitos se perguntam o que estará acontecendo.

Uma novela, realmente. O estranho nisto tudo, para quem vê de alguma distância, é que os próprios republicanos estão tagarelando sobre a vida e a carreira política de Sarah Palin, e acusando a mídia e os democratas de estarem fazendo isto.

3.

Então, aqui nos encontramos, à véspera de uma eleição que pode determinar o futuro do país e, de uma certa forma, as relações internacionais daqui em diante. Obama e McCain, ambos senadores, representam uma maneira diferente de ver os problemas dos Estados Unidos, e de como resolvê-los.

Barak Obama, com sua biografia de filho de africano do Kênia e mãe americana branca, viveu muito da angústia que acompanha muitos dos americanos. Sua luta para conhecer-se, saber quem é, relacionar-se com sua herança étnica e cultural branca e negra, foi revelada em seu livro Dreams of My Father. Sua escolha por lutar pelos trabalhadores, ao invés de assumir um cargo lucrativo em Wall Street, é algo comentável. Sua carreira no senado está documentada em detalhes, e se sabe, portanto, que ele votou contra e falou contra a guerra do Iraque. Mas, além disto tudo, o que se sabe de Barak Obama é que ele opta pela diplomacia, e que acredita que os soldados e veteranos devem ser atendidos e a guerra do Iraque terminada de maneira responsável, sem exigir mais sacrifícios das forças armadas e do povo americano.

De John McCain, sabemos que é senador há 26 anos, que diz que fala o que pensa, que tem pavio curto e que toma decisões no sabor do momento. Os conservadores ultra-ortodoxos desconfiam dele porque ele é a favor do casamento de gays. Por outro lado, ouvimos também, dele mesmo, que a guerra do Iraque vai durar quanto tenha que durar, até cem anos se for necessário. Sabemos — e ele não deixa ninguém esquecer — que foi prisioneiro de guerra no Vietnã, e talvez por isto não tenha se oposto à tortura. Sabemos, enfim, que ele tem o apoio do lobby representando companhias que fabricam armas e bombas. (A convenção republicana — composta de muitos lobbyists e milionários – rugia em grandes festas em Twin Cities, enquanto o furacão Gustav rugia no Golfo do México e as pessoas foragidas se preocupavam como iam conseguir dinheiro para se manterem durante esta emergência.)

Fora estas coisas, o que não sabemos é como o poder nestes níveis é trabalhado por detrás das cortinas. Não sabemos dos arranjos, dos acertos, dos “toma lá, dá cá” que podem estar ocorrendo neste momento em Washington, no miolo das campanhas políticas, e que vão decidir o destino de muitas pessoas em muitos lugares do mundo. É estarrecedor.

Logicamente, qualquer pessoa pode mudar. E não podemos esquecer que ambos candidatos são seres humanos, e ambos podem falhar. Mas o eleitorado – e pluribus [7] – o eleitorado americano deve (ou deveria) estar muito consciente da sua responsabilidade em relação não só ao país, mas ao mundo inteiro. Neste momento de grandes tensões internacionais, um passo em falso, uma palavra mal pesada, uma decisão impensada, e uma guerra de conseqüências irreversíveis pode ser desencadeada.

Para os que não votam para a presidência dos Estados Unidos, resta esperar e torcer. E, para os que crêem, é bom rezar. Os Estados Unidos têm muitas pessoas de responsabilidade e consciência. Esperemos que elas todas votem, e votem com a cabeça, pesando tudo o que esta eleição significa. Esperemos também que desta vez as mutretas eleitorais e a Corte Suprema não consigam mudar o rumo da história.

Pensando bem, talvez seja hora de todos – crentes e não crentes – rezarmos.

 

[1] Logicamente, muitos têm críticas ao governo de Bill Clinton, especialmente no que toca à diminuição da ajuda aos que vivem do que se chama “Welfare” — a ajuda do governo a gente desempregada, com problemas físicos e mentais, mães solteiras, etc. Também há os que se opõem a sua atuação na NAFTA.

[2] Muitos veteranos retornaram desta guerra sofrendo de doenças até então desconhecidas, que foram negadas por muitas das autoridades médicas militares.

[3] Naturalmente, não faltaram os desavisados e os maliciosos que escreveram a favor desta Guerra. Ver, por exemplo, o que diz Michael Peirce em http://www.lewrockwell.com/peirce/peirce59.html

[4] Um dos mais conhecidos exemplos de pessoas que ligam esta Guerra com o petróleo é o diretor de cinema Michael Moore, especialmente com seu filme Fahrenheit 9/11.

[5] Inclusive os serviços de atendimento mental e psicológico nas universidades têm observado um aumento no índice de depressão de seus alunos, comparando-se com números de antes do ano 2000.

[6] Ver o New York Times de 29 de agosto de 2008, em http://thecaucus.blogs.nytimes.com/2008/08/29/defining-sarah-palin/

[7] Esta expressão vem de E PLURIBUS UNUM, que está no selo oficial dos Estados Unidos desde o Ato do Congresso de 1782, e quer dizer, "dos muitos, um". E aparece nas moedas americanas desde 1795, e inclusive aparece nas moedas cunhadas em 2007, junto com "In God we trust."

 

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