por ANTONIO MENDES DA SILVA FILHO

Doutor em Ciência da Computação (UFPE)

 

Inovação: chip de baixo consumo de poderá usar até o calor humano para prover energia a dispositivos portáteis

por Antonio Mendes da Silva Filho

 

Innovation is the specific instrument of entrepreneurship... the act that endows resources with a new capacity to create wealth”.  Peter Drucker

 

Inovação é um propulsor de ações empreendedoras. Em recente notícia divulgada pela Computer World informa que o calor do corpo humano poderá ser usado para prover a energia necessária ao funcionamento de chips em pequenos dispositivos como, por exemplo, nos aparelhos celulares. Isso trata de significativo avanço tecnológico. Isso não está longe de acontecer. Estimativas apontam que em no máximo cinco anos poderemos ter nossos aparelhos celulares alimentados com a energia proveniente do calor do corpo humano.

Atualmente, a maioria dos dispositivos requer cerca de 1 volt para operarem. Isso corresponde a dois terços dessas pilhas comuns. A descoberta da pesquisa feita pelo MIT e pela empresa Texas Instruments resultou num chip que pode funcionar com baixíssima voltarem, isto é, 0.3 volts. Trata-se de significativo avanço e há expectativa de que esse chip possa operar em cerca de 0.1 Volt o que seria um consumo de apenas 10% do valor médio atual. A voltagem é um fator crítico em dispositivos portáteis, pois permite o acréscimo de mais funcionalidades, o que bastante desejado.

Esse aumento da eficiência em 10 vezes possibilita seu uso em diversas aplicações, tais como em dispositivos médicos que podem ser implantados no corpo humano, dispositivos de comunicação (como, por exemplo, celular). Perceba que não apenas a possibilidade de utilizar o calor do corpo como energia que constitui grande conquista como também o fato de as atuais baterias terem um tempo maior de duração. O que podemos esperar?

Certamente, uma nova gama de aplicações torna-se possível. O fato de se reduzir a necessidade de voltagem em cerca de dez vezes implica numa necessidade igual de energia, ou seja, uma redução de aproximadamente dez vezes a quantidade de energia necessária a operação do dispositivo. Agora, olhando sob uma outra perspectiva, o que se tem é um aumento de tempo de vida das baterias. Em outras palavras, se considerarmos a tecnologia atual de baterias, estas podem durar até dez vezes mais, o que é excelente. Não apenas isso, a redução da necessidade de energia acarreta em se poder usar baterias menores o que resulta numa miniaturização de dispositivos portáteis e, em alguns casos como no caso de dispositivos médicos, permitindo-lhes serem implantados no corpo. Abaixo, exemplos de aplicação direta do resultado dessa pesquisa são:

Percebam que tudo isso possibilita aplicações que trazem benefícios diretos para toda a sociedade.

Uma outra aplicação muito interessante ocorre na área da defesa de um país. A indústria militar, especificamente, americana tem grande interesse no resultado dessa pesquisa já que eles podem fazer uso de dispositivos implantáveis (no corpo) que atuam como sensores das condições humanas de um soldado no campo de batalha. Por exemplo, com chips de baixo consumo de energia, é possível implantar miniaturas de sensores visando monitorar e gerenciar o fluxo sanguíneo, batimento cardíaco, temperatura do corpo de um soldado numa missão.

Note e perceba que esse resultado que possibilita inúmeras aplicações, onde apenas algumas foram aqui destacadas, tornou-se possível porque houve determinação dos pesquisadores na otimização de recursos e no avanço tecnológico. Só que para isso acontecer, é de suma importância o investimento em pesquisas. Instituições publicas e privadas precisam reconhecer e ser mais atuantes, investindo cada vez mais em pesquisa e inovação.

Leitores interessados no tópico podem encontrar mais informações no sites:

http://www.newstin.com/go-to-link/47924006/http://www.communicationsdirectnews.com/do.php/150/29654?199

http://www.newstin.com/sim/us/47924006/en-010-001249763

http://www.overclock.net/hardware-news/290110-dailytech-mit-ti-team-develops-low.html

http://www.computerworld.com.au/index.php/id;96025242;fp;16;fpid;2;pf;1

   

 

 

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