por CELUY ROBERTA HUNDZINSKI DAMASIO

Doutoranda em Literatura na Sorbonne e em Filosofia na
Université de Marne-la-Vallée

 

A trindade composta por três personagens femininas do romance O Senhor das Ilhas de Maria Isabel Barreno

   

BARRENO, Maria Isabel. O senhor das ilhas. Lisboa: Caminho, 1998.Traçaremos um comentário sobre as personagens Maria Josefa, Marta e Cremilde, do romance O Senhor das Ilhas, da escritora potuguesa Maria Isabel Barreno, editado em 1994; discutindo a interessante trama que liga as três personagens e a influência que elas têm sobre o personagem principal, Manuel António; além da expressão feminina que a autora demonstra, diferentemente, entre as três, onde podemos identificar todas as mulheres.

Numa breve explanação sobre o Romance, traçaremos alguns pontos indispensáveis para a compreensão da nossa fala. Descreveremos as personagens sobre as quais nos dispusemos a discutir e comentaremos a ligação entre elas, além de discorrermos sobre fatos ou situações que pensamos ser fundamentais em suas relações.

Perceberemos, no decorrer deste, a relação das três personagens com as mulheres em geral, que passa pela sabedoria, unidade, particularidade, conhecimento de si e o sustento que devemos dar umas às outras.

Sobre o Romance

O Senhor da Ilhas é uma meta-ficção[1] historiográfica publicada pela Editora Caminho. Numa perspectiva pós-moderna de fragmentação, a autora conta a saga do casal “fundador”  de Cabo Verde, entre 1790 e 1840. Essa saga familiar pode funcionar como um epitáfio, pois os narradores, Manuel Maria e sua irmã Marta, o filho mais novo e a filha mais velha do casal, começaram a escrever a história numa viagem à Lisboa, onde foram comprar a pedra para o túmulo do pai, que falecera.

Apesar de alguns personagens poderem ser identificados na história da colonização de Cabo Verde, não conhecemos a veracidade dos fatos. A escritora, na introdução, fala de um manuscrito encontrado por um descendente da família Martins[2], na ilha Brava, em 1993, afirmando, em seguida, que o manuscrito fora modificado por alguém. Essas informações provocam, no leitor ingênuo, a crença de que poderia ter sido um caso verídico mas, ao mesmo tempo, faz pairar um clima de dúvida, mistério, suspense. Sabemos que toda narração é factual e ficcional.

O discurso é transposto e narrativizado. O narrador é duplo e onisciente, quem escreve o livro conhece por intermédio do manuscrito, assim fala a autora. As vozes, entretanto, confundem-se, discordam e instauram, na indecisão, dúvidas sobre os fatos e os personagens. É, na verdade, uma grande analepse, onde o trabalho de memória dos filhos tem papel fundamental. As marcas de subjetividade são inúmeras, a memória supõe falhas.

Pensamos que seja interessante citar aqui a questão do grande tabu que sempre houve em cima da palavra e do nome em si. A palavra é algo que tem poder (isso é bíblico). Daí (acreditamos) a intenção da escritora de citar as palavras da mãe como profecias que seriam reafirmadas mais tarde quando conhecemos o nome do primeiro narrador: “Manuel Maria” é a junção do nome do pai com o da mãe, a união dos dois sexos.

Neste ponto, eu gostaria de aproveitar para falar de Marta, a outra narradora, na qual identificamos qualidades masculinas, em paralelo com Manuel Maria e suas qualidades femininas. Há uma inversão de valores com a idéia de provocar a confusão dos narradores. Essa fusão entre os dois, poderia estar sendo afirmada na cor da capa do livro : temos a mistura do azul e do rosa = roxo/violeta, que é, inclusive, a cor que simboliza os homossexuais.

A estória é cheia de simbolismos, referências bíblicas, superstições, e tudo o que possa prender o leitor num clima enigmático. Como por exemplo, o personagem principal, Manuel António, que chega à ilha, conquista a família e casa-se com Maria Josefa, têm muitos filhos, mas antes disso, não conhecemos nada sobre ele, de onde vem, de que família é, etc., ele faz questão de apagar seu passado e não comentá-lo com ninguém; numa única vez que, no livro, fala de si, é para aumentar o clima misterioso. É o próprio enigma que jamais será desvendado.

Descrição geral das três personagens

A primeira personagem que veremos será Maria Josefa, mãe dos narradores, esposa do personagem principal, filha de D. Aniceto, personagem secundário que morre no início do livro. Nascida numa família da Corte Portuguesa, fora criada na ilha Brava em Cabo Verde. Encontrou Manuel António naufragado na praia e o salvou. Naquele momento, ela passeava descalça pela areia, provando as sensações que o pai não gostava que sentisse[3]. Teve 21 filhos, mas muitos morreram.

A segunda personagem, porque, das três, é nessa ordem que ela aparece no Romance, será Marta, solteira, filha mais velha de Maria Josefa e Manuel António. Desde cedo demonstrou facilidade com os números e tornou-se uma contadora, trabalhando com o pai. Tinha características masculinas, ao menos para a época, como a profissão, a personalidade que lhe permitia tomar decisões como chefe, e alguns traços físicos, pois, se sua mãe casou-se por causa de estar descalça na praia, ela, por sua vez, perdeu um casamento pelo mesmo motivo: Fernando, por quem se apaixonara, a viu na praia descalça e desistiu de pedir-lhe em casamento porque tinha os pés grandes e feios, casando-se com a irmã.

Finalmente, a escrava Cremilde, ama de leite de Maria Josefa, uma verdadeira governanta, braço direito da casa, era um personagem um tanto quanto enigmático. Não revela muito sua história, como toda boa escrava, mas sabia-se que havia tido um filho natimorto; mais ao final, soube-se que o enterrara na ilha do Sal. Além de cozinheira e curandeira, foi parteira e ama seca de todos os filhos do casal. O nome cristão permanecera, o africano ficara na selva, esquecido. Respeitava os seus donos, e era bem tratada por todos.

Relação entre as três mulheres

Maria Josefa é a primeira descrita pelo narrador, que a classifica de sonhadora, mas logo em seguida, a fala contraditória da mãe afirma que as mulheres não têm tempo para sonhar. Para Manuel Maria, ela era um mistério, culta, orgulhosa, com alma de pedagoga, e suas palavras que, normalmente, transformava em verdades gerais, eram profecias para ele, muitas das quais, só entenderia tempos depois.

As falas de Marta, como já citamos, confundem-se com as de Manuel Maria, ele mesmo diz que não sabe se o que fala sobre a mãe são palavras dele ou dela. No entanto, constatamos um maior realismo quando a referência é de Marta, mesmo que não tenhamos, sempre, certeza disso.

Cremilde aparece na estória logo após a morte de Inês, irmã de Maria Josefa, isso não foi por acaso: Inês era supersticiosa, e falava à irmã coisas que influenciavam. Como morreu logo, Maria Josefa concluiu que se ela não havia podido salvar-se, não poderia confiar em suas teorias. Entretanto, quando assumiu essa verdade, precisou de algo, de alguém para encher o vazio.

Por essa época, também, as viagens do marido à ilha do Sal, foram causa de afastamento do casal. Foi, aí, que Cremilde entrou em ação. Ela já estava lá, pela lógica temporal, mas nunca havia sido citada. Quando Maria Josefa precisou de respostas para o incompreensível, para o pouco plausível, para o inexplicável, para seu lado religioso e místico, Cremilde fez sua entrada decisiva na estória.

Defenderemos, então, a idéia de que a escrava veio completar a esposa e mãe. Enquanto filha, ela não havia tido essa necessidade, sentia-se completa, precisou de um momento de desestabilização (a morte de um ente querido e o afastamento do esposo) para que ela visse a necessidade de algo além de seus conhecimentos.

Houve um prelúdio disso quando o narrador relata sua ignorância quanto ao acesso à Bíblia. Uma mulher culta que lia, até mesmo, as Escrituras, ignorava algo, não sabia tudo, e o domínio escolhido para mostrar essa limitação da personagem foi, logicamente, o da religião, o lado místico da vida. Escandalizada, confessa sua ignorância : “Maria Josefa respondia escandalizada que os textos sagrados não haviam certamente sido feitos para conjecturas e outras soberbas, porque do mundo só Deus sabe e o homem ignora quase tudo.” (BARRENO, 1998, p. 50).

Percebemos a cumplicidade entre Senhora e Escrava quando, entre tantos partos e mortes de recém-nascidos, Cremilde, a Feiticeira, uma verdadeira Maga, fazia rituais para expulsar maus espíritos, tentando fortalecer a patroa. Vemos na citação a seguir que Cremilde, também, completava-se na dona, transferindo sua dor: “Maria Josefa sorria, alarmava-se porque estava fraca, sentia que em cada parto Cremilde revivia o seu filho morto e por isso inventava novos feitiços. Ela própria não conseguia esquecer a mulher transformada em sal.” (BARRENO, 1998, p. 53).

Em seguida constatamos uma cumplicidade nascida, justamente, desses momentos doloridos, onde não há hierarquia, mas igualdade: “(…) Maria Josefa e Cremilde consolavam-se.” (BARRENO, 1998, p. 54).

Como Maria Josefa perdera muitos filhos, Cremilde aconselhou-a a controlar o tempo, deveria ter domínio sobre os atos sexuais. Na verdade, passou-lhe informações práticas sobre a cópula, com intuito de que tivessem filhos num espaço de tempo mais demorado e que, por intermédio das posições, pudessem nascer crianças mais sadias. Era a sabedoria africana ensinando a ingenuidade européia. Os conselhos foram eficazes e fizeram com que Maria Josefa, por conhecer-se e valorizar-se mais, se sentisse melhor e conferisse maior dedicação ao cuidado de si mesma.

Logo depois de tal transformação, o narrador cita a distinção entre Marta e Mécia, duas filhas do casal : Mécia precisava de atenção dobrada, pois era lenta no aprendizado; ao contrário da irmã, que em sua rapidez, gostava de atenções exclusivas rompendo, por isso, maiores intimidades com a mãe. Sendo dura nas críticas e confrontos, Marta passou a sair cada vez mais com o pai, sem oposição de Maria Josefa.

Em outras palavras, o ciúme de Marta fez com que ela adquirisse uma independência muito cedo, aprendendo a superar o que não lhe agradava; por outro âmbito, houve uma troca da mãe pelo pai, deixou o brinquedo que não lhe dava prazer de lado, pra brincar com aquele que ela conseguia manejar.

Na seqüência, o diálogo entre o casal começou a ter outra dimensão, passando a ser simbólico e renhido, “…tomou algumas formas inesperadas, como os argumentos numa discussão, que freqüentemente ultrapassam os efeitos desejados ou previstos.” (BARRENO, 1998, p. 110).  Não eram momentos fáceis na vida conjugal, Maria Josefa sabia das traições do marido e dos filhos bastardos. Quando se toma consciência de seu próprio valor, não é fácil aceitar certas situações.

Há uma descrição dos limites do herói: não sabia mais que duas ou três estórias e eram, sempre, sobre comandantes perdidos em tempestades, naufragados, etc. Foi nesse momento que Marta, aos onze anos de idade, tornou-se contabilista de seu pai. Com o passar dos anos, foi adquirindo poder, sabia chefiar, era ela quem tomava todas as decisões quanto aos empregados e às contas. Manuel António, apesar de achar que era um ofício masculino, fez vistas grossas e aceitou o apoio fundamental da filha.

Temos, assim, a explicação da complementaridade de Maria Josefa e Marta. O que a primeira não podia dar para o marido, o que passou a faltar com as contrariedades no relacionamento, transferiu para a filha. Marta aceitou e levou isso consigo pela vida afora.

Mais que isso, quando descobriu que o pai tinha filhos bastardos, revoltou-se no silêncio, a revolta gritava através de sua autoridade e reafirmava sua força. Era realista, não falava em sonhos como a mãe; não pensava que o pai pudesse ser perdoado, no entanto, nunca o tratou mal, acusando-o somente com olhares. Sua vingança era a sabedoria, o poder que exercia sobre ele, e sentia-se vingada no lugar da esposa.

Cremilde, sabendo do envolvimento do patrão com as escravas, não o condenava, mas instruía Maria Josefa, dizendo que ele deveria encontrar, nela, o prazer que sentia com as outras. Aconselhava Manuel António no que se referia ao místico, e isso o balançava, mesmo dizendo-se cético às suas crenças.

Essas três mulheres ofereciam, ao herói, o que ele precisava pra sentir-se um homem seguro, apesar de seus limites. Cada uma, considerando suas inaptidões, permitia que a outra tomasse sua vez, sem disputas, numa atitude de cumplicidade.

A Bíblia, como leitura pós-colonial, justifica a colonização e indica o caminho. A autora, que não poupou alusões às Sagradas Escrituras, em sua intertextualidade, escolheu, para fortalecer a Identidade do Senhor das Ilhas, três mulheres, criando uma Trindade perfeita, ressaltando a competência feminina na insubmissão ao Senhor, ainda que tenha mostrado a realidade, a discriminação sexista.

Maria Josefa demonstra que era consciente de sua condição de mulher, e colocava as mulheres, os escravos e as crianças num mesmo patamar mas, apesar disso, nenhuma das três dependia, completamente, de Manuel António, onde encontramos uma relação de apoio. Houve um jogo inteligente para que questionemos o poder e a opressão. Quem é o poderoso, quem é o oprimido? Mostrando como foi a atuação da mulher num linguajar silencioso durante todos esses séculos.

Os nomes escolhidos podem ser analisados, também, pelo prisma bíblico: os dois filhos narradores são uma dicotomia: MARTA é o lado prático, como a Marta dos Evangelhos, cuidando das coisas ditas reais, e Manuel MARIA é o lado poético, como a Maria, irmã de Marta, que preferiu ficar ouvindo Jesus ao invés de ir cuidar dos afazeres.

Temos esta mesma conotação entre MARTA e MARIA Josefa, com outra dimensão, porque são mãe e filha, mas numa idêntica relação dicotômica no que diz respeito às suas atitudes perante a vida em si. Marta tentava superar com sua praticidade tudo o que era sentimental, poético, romântico e Maria Josefa era o mistério, o sublime.

Cremilde, por sua vez, foi batizada com esse nome cristão por D. Aniceto, pai de Maria Josefa, sempre o aceitou, numa submissão e respeito ao seu senhor que parecia natural e prazeirosa. Seu nome africano firacara perdido, esquecido na selva, juntamente com seu passado. Trocara seu nome, como trocara sua liberdade, e aceitava a situação. Pode haver aqui, uma alusão as mulheres que substituem o sobrenome do pai pelo do marido[4].

Verificamos, além disso, a outra conotação do nome de Maria Josefa, que é uma junção dos nomes dos pais de Jesus, “Maria e José”, demonstrando uma função divina. Era silenciosa e sábia como a Virgem, não tecia muitos comentários e guardava as coisas no seu íntimo, como se “meditasse em seu coração”. Forte, era a “mulher em pé” da Bíblia, enterrou o marido com a mesma dignidade que Maria enterrou Jesus, aceitando a missão. Ainda o entregaria à sua maior rival, a ilha do Sal, como se pouco importasse a carne; no entanto, dar-lhe-ia uma tumba digna da nobreza.

O tempo, que tem um papel importante em todo o Romance, vem dar maior abertura ao casamento: somente com o decorrer dos anos o casal consegue ter um diálogo mais direto e proveitoso; e por essa mesma época, notamos mais um fato similar entre Marta e Maria Josefa: Altino, o filho bastardo, da mesma forma que tinha conquistado as afeições da filha, conquistara as da mãe: “Tal como acontecera com Marta, foram a doçura e o encanto de Altino os bálsamos que vieram sarar, pouco a pouco, a chaga viva que minha mãe trazia dentro do seu peito, contra os filhos bastardos do marido.” (BARRENO, 1998, p. 294).

A relação entre mãe e filha sempre foi boa, mas fria. Não é necessário dizer que se amavam, porém, muito mais se identificavam numa relação de sustento, como se fossem duas peças da mesma engrenagem. Maria Josefa tinha as inquietações que toda mãe tem, como quando constatou a masculinidade da filha, tranqüilizando-se em seguida ao ver a dedicação materna de Marta para com a irmã Luísa.

Entre a senhora e a escrava, não diríamos que a dependência tenha sido maior, mas mais evidente. Maria Josefa via sua ama de leite como a mãe que perdera, sem dar muitos indícios disso. Morreu D. Aniceto, seu pai, e não há referências sobre sua atitude perante tal acontecimento, contrariamente à forte demonstração de seus sentimentos diante do falecimento da escrava:

E quase em seguida, morreu Cremilde. Foi então que minha mãe soltou todas as suas lágrimas, como se na morte de Cremilde revivesse todos os desgostos passados, as mortes que já atravessara, suas e dos seus entes queridos. Nunca mais essa ilha será a mesma, disse. (BARRENO, 1998, p. 252).

Três gerações e um laço que as une, um homem, uma ilha, um tempo. Teria, mesmo, que ser Marta a escolhida para buscar a lápide do pai. Teria, mesmo, que ser a ausência de Cremilde o motivo para todo o desabafo reprimido. Muitos seriam os detalhes do Romance que poderiam evidenciar essa cumplicidade, mas deter-nos-emos aqui. O que deve ficar é o que já foi escrito, porque o ciclo não termina, continua com Joana, a nova escrava, e assim irá de geração em geração, na necessidade humana de apoiar-se, que não tem fim.

Pudemos, ainda que sucintamente, esclarecer a trama que une as três personagens, Maria Josefa, Marta e Cremilde, num anseio de perfeição que cada ser humano tem em si. Uma completando e sustentando a outra, mesmo que distintas e de maneira oposta. Muito mais coisas poderiam ser ditas, mas entraríamos num ciclo infindável, com inúmeras conjecturas.

A Trindade se fez e se faz em cada mulher, porque, mais do que assumirmos nossas simples limitações corriqueiras que, diga-se, não são um problema, temos a necessidade de formarmos essa Trindade, com todas as mulheres do mundo, para que saiamos do silêncio a que fomos subjugadas. Precisamos que o grito, o desabafo pelas nossas “mortes” e as de nossos entes, sejam ouvidos nos falecimentos de Cremildes, esse grito deve sair trinitário para que tenha força.

Somos gerações de Marias Josefas, Martas e Cremildes, que encontramos no mais longínquo dos tempos até nossos dias, em todas as partes do mundo; uma substituindo a outra, fazendo pela outra, numa corrente viciosa e interminável. Mulheres que silenciaram e que gritaram, muitas vezes com seu próprio silêncio, um meta-silêncio.

A sabedoria, a união e o resguardo da individualidade, como a autora nos mostra nas três personagens, são ingredientes indispensáveis para buscarmos nossos objetivos. Eram três mulheres sábias, cada uma com sua sabedoria e muito unidas, sem, no entanto, perderem sua individualidade.

Para que possamos continuar a ter confiança na força do “sexo frágil”, encerro, então, com um conselho de Maria Josefa ao filho Leonardo: “Observa teus actos, teus desejos, vê onde está tua força.” (BARRENO, 1998, p. 275).

 

Fonte:

BARRENO, Maria Isabel. O senhor das ilhas. Lisboa: Caminho, 1998.

 

por CELUY ROBERTA HUNDZINSKI DAMASIO

   

 

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[1] Meta-ficção é a ficção que fala de si própria. Há uma dimensão crítica que obriga a refletir sobre a ficção, a mentira, a invenção.

[2] Temos a informação de que esse manuscrito foi, realmente, encontrado pela autora, o que não descarta a idéia de que, ainda que ela tenha querido ser fiel, uma narração continua sendo factual e ficcional por sofrer, inevitavelmente, influência do autor, de seu ponto de vista.

[3] Andar descalço pode provocar a sensação de liberdade e despertar a sensualidade.

[4] Eh algo discutivel, mas ha quem diga que ao trocar o sobrenome do pai pelo do marido, a mulher, simplesmente, troca de “dono”.

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