por RAYMUNDO DE LIMA

Formado em psicologia, mestre em Psicologia Escolar (UGF) e Doutor em Educação pela Universidade de São Paulo (USP). Atualmente é professor do Depto. Fundamentos da Educação, na área de Metodologia da Pesquisa, da Universidade Estadual de Maringá (UEM)

 

A polidez e a cultura da escola em tempos sombrios

 

Duas coisas a burguesia nos legou, e não podemos dispensá-las: bom gosto e boas maneiras” Lênin[1]

“Sou profundamente a favor da polidez porque é o respeito pelo outro, pela sua diferença, etc... A impolidez é a ditadura, o genocídio...[Contudo] não há razão para ser polido com pessoas que não são polidas...” Guy Bedos, 1993, p.59.

 

Por que as pessoas conhecidas estão deixando de dar “bom dia”, pedir “desculpas”, “por favor”, “licença”, etc? Por que os vendedores das lojas não sabem como atender seus clientes? Que fazer com os professores que tratam mal seus alunos e colegas? Será que estamos regredindo no trato social? Que pode fazer a educação para evitar a barbárie?

A falta de polidez pode ser um efeito da mudança dos valores no mundo ocidental de nossa época, mas, também há que se levar em conta as especificidades da cultura brasileira. O estrangeiro ingênuo concebe o brasileiro como alegre e cordial. “Brasileiro é tão bonzinho”, dizia a personagem americana de um antigo programa de humor. Alguns minutos no nosso trânsito são suficientes para revelar o desrespeito às regras entre os motorizados e pedestres. Também, a convivência cotidiana no lar, na escola e no trabalho revela que estamos longe de sermos cordiais e suficientemente civilizados.

O novo Código de Transito, vigente no Brasil, apesar de prever pesadas multas, ainda não conseguiu conscientizar os motoristas e usuários a não avançar o sinal, a não jogar detritos e cigarro aceso para fora do carro, a não usar o som alto de madrugada, a evitar dirigir embriagado, etc. Para piorar as coisas, um parlamentar conseguiu aprovar uma lei que protege o alcoolizado para não fazer teste de bafômetro!  

Sinais de incivilidade têm uma causa primeira: a educação. Algumas escolas estão despertando para esse problema, fazendo a sua parte, ou seja, promovem cursos sobre “etiqueta social” ou “polidez”, como já acontece nas escolas japonesas e européias. Estas instituições demandam, primeiramente, um efeito de civilidade no seu próprio espaço tendo em vista a crescente falta de respeito dos alunos para com as professoras e a incapacidade dos pais de hoje de verdadeiramente educar os filhos. Recentemente foi noticiando um fato novo: a invasão de privacidade na Internet, roubos de senhas no Messenger, falsas páginas no Orkut, e até casos denominados cyberbullying[2], pressionam a escola discutir com os alunos os limites éticos na Internet e regras de convívio no meio virtual.

Não somente a escola vem promovendo cursos de polidez. Também o meio empresarial vem investindo na aprendizagem das etiquetas próprias deste meio social, tanto para melhorar o "marketing pessoal" perante os outros como para evitar as gafes nas viagens internacionais[3].

Por muito tempo a polidez foi confundida com a hipocrisia cultivada, como uma falsa virtude, porém, “a polidez mostra-se hoje em dia tão indispensável quanto a nossa democracia” (DHOQUOIS, 1993, p. 7).

Polidez: para quê?

Os bons modos, as boas maneiras, a gentileza, a cortesia, a etiqueta, o respeito, a consideração, a fineza, o trato social, a amabilidade, enfim, a polidez – a pequena virtude – sinaliza a boa educação do sujeito. Sua falta não costuma ser denunciada diretamente ao ‘mal educado’, embora as pessoas tendem a comentar com terceiros e não raro ‘dar o troco’ noutra oportunidade.

A polidez é como um seixo (pedra polida de um rio): somente a educação e o tempo podem lapidar o sujeito nos seus atos e palavras. Como dizia o verso do poeta indiano Tagore: "Não é o martelo que torna os seixos perfeitos; é a água com sua dança, sua paciência e o tempo..."

Comparada com outras virtudes – a justiça, coragem, moderação – a polidez é considerada uma ‘virtude menor’, porém, é necessária para a boa convivência humana. Ela é a primeira virtude, e talvez a origem de todas elas. É verdade que é a mais pobre, a mais superficial, a mais discutível, mas, ela parece ser a porta de entrada para se aprender as outras virtudes, observa o filosofo francês André Comte-Sponville no seu livro Pequeno tratado das grandes virtudes (Ed. Martins Fontes, 1995). 

Infelizmente, é difícil reeducar um ser humano adulto que ignora os seus maus modos ou, que, conscientemente, escolheu caminhar na contramão do trato social[4]. As pequenas virtudes do lar são aquelas palavrinhas mágicas que a criança deve aprender: Por favor, com licença, desculpe-me, muito obrigado! É trivial dizer que estas palavrinhas só se aprendem pela educação; e, uma vez assimiladas, tornam-se ‘virtudes’ que tendem a permanecer a vida inteira encarnada no sujeito. Se a pessoa não praticar os bons modos no dia-a-dia, se não se educar, de que outro modo ela vai aprender ser civilizada? Até os críticos de nossa civilização “ocidental”, “capitalista”, “burguesa”, hoje reconhecem que é preciso um mínimo de regras para a convivência social.

O problema dos maus modos pode ter dimensão local, nacional e internacional. Em Maringá, por exemplo, os comerciantes ainda não se deram conta de que precisam melhorar o modo do atendimento dos vendedores. Eles são “treinados” para se dirigir às mulheres, independentemente da idade, com um “senhora”. “Bom dia, senhora”, “Obrigado, senhora”, “A senhora gostaria de experimentar o sapato?”. Conheço mulheres que não se identificam com esse “senhora”; na verdade, elas odeiam esse tipo de tratamento falsamente polido. Paradoxalmente, as mesmas vendedoras tratam um “senhor” idoso por “você”. [5]

Polidez e protocolo

O primeiro país a se preocupar com a decadência da polidez em tempos de globalização foi a França. Antes da Copa de 1998, a intelectualidade e os empresários do turismo daquele país se reuniram para debater como melhorar a polidez dos franceses, muito estigmatizados como arrogantes e mal educados para com os estrangeiros, principalmente para os que parecem ostentar a língua inglesa no país da língua francesa.

Antes, em 1991, naquele país, houve um evento reunindo historiadores, psicanalistas, antropólogos, educadores, teatrólogos, onde foi debatido o tema da polidez, que resultou na publicação do livro “A polidez: virtude das aparências” (organizado por Régine Dhoquois, traduzido por Moacyr Gomes Jr, publicado no Brasil pela LP&M, em 1993). Esse encontro é referência para se pensar o assunto no mundo todo. Entretanto, no Brasil, este assunto parece não despertar interesse no meio acadêmico, que tende a estigmatizá-lo como “assunto de mulheres frívolas” ou profissionais comprometidas em treinar as novas ricas. Contudo, observamos que os cursos de Pedagogia, Psicologia, Turismo, Medicina, cujo foco de formação é a melhoria da condição humana, são displicentes quanto a necessidade de ser ensinadas as regras de relacionamento entre humanos, conforme sua cultura e idiossincrasias pessoais. Um dos efeitos negativos dessa displicência é a incapacidade destes profissionais se colocarem no lugar do outro que eles atendem. Não raro, sabemos de um médico que tratou um paciente faltando com o tato e a consideração, por exemplo, jogando na sua cara um diagnóstico grave; ou ouvimos falar de um(a) professor(a) que, paradoxalmente, agiu como ‘mal educado(a)’ em sala de aula. Ou seja, é imprescindível um curso sobre a polidez na formação dos profissionais que lidam com gente.

O protocolo nada tem a ver com a polidez, a cortesia o fair-play ou a civilidade, sinaliza Dhoquois (1993). Enquanto o protocolo é um ato oficial, um conjunto de regras que organizam as relações oficiais, onde aparecem somente autoridades, cada um representando uma instância de poder, a polidez, ainda que seja teatro, faz aparecer o estilo de cada pessoa, seu sentimento e mesmo sua verdade.

Tem um sentido protocolar os regulamentos e os estatutos. Depois do “estatuto” para crianças e adolescentes, foram elaborados estatutos para idosos, estatuto para regrar a conduta de torcedores nos estádios de futebol, estatuto para freqüentadores dos cinemas, dos teatros, etc. Nada contra os estatutos, que parece ter a função de convencionar direitos, deveres, e punições aos infratores. Mas, será que os estatutos educam as pessoas para respeitar o próximo?

Polidez e política

Os países que professavam o socialismo real tentaram promover a ‘cultura proletária’ como modelo ‘único’ para ser seguido por todos. Foram forjadas mudanças nos hábitos do povo no sentido de desprezar a polidez como um costume “aristocrático” ou “burguês”. Se por um lado não conseguiram abolir a polidez em certos grupos sociais[6], por outro, não conseguiram abandonar os protocolos. Podemos dizer que houve um número exagerado de protocolos nesses países; basta ver os rituais fúnebres dos lideres, o tempo gasto nas homenagens dos heróis da pátria socialista. Na extinta URSS os cerimoniais eram exageradamente estudados e cumpridos à risca como prova de reconhecimento de um novo herói, de uma nova data, ou como promoção da “amizade entre os povos”. [7]

Todos os sistemas políticos usam e abusam dos protocolos. Não raro, deixam escapar gafes, que causam constrangimentos entre personalidades respeitadas, incidentes diplomáticos e desgastes junto aos diferentes grupos culturais. Recentemente, a imprensa noticiou a reação do mundo islâmico causado pelo discurso do Papa Bento 16, que rememorou antigas feridas não totalmente saradas entre essas duas religiões. Também, nas últimas eleições do Peru a fala impolida do presidente da Venezuela, xingando de “ladrão”, “contrabandista” um candidato que viria a ganhar a presidência do país andino, não somente feriu sua soberania como também abalou o projeto de união dos países latino-americanos. Aliás, sua notória incontinência verbal tem sabotado avanços no Mercosul e mal-estar entre os chefes de Estado, embora gratifica aqueles que preferem viver se emprenhando pelos ouvidos, com frases de efeito e falácias, cegos para a retórica, o novo populista de esquerda, o narcisismo, trilhando o conhecido caminho do totalitarismo, tendo como marketing o slogan “socialismo do século 21”.

No livro Ensaio sobre a cegueira, José Saramago nos alerta sobre a possibilidade de estarmos ficando cegos para tais discursos falaciosos e para com as conquistas de civilidade, para com a falta de discernimento, a falta de sabedoria de viver e de conviver com o próximo e respeitar as diferenças. Mais que racional, é preciso ser razoável em tempos tão complexos e sombrios. Depois da 2ª Guerra Mundial, Adorno alertava para os sinais de barbárie que agiam dentro da própria civilização, tanto no cotidiano das democracias como nos regimes totalitários; a única saída da ignorância e da barbárie era investir na educação.

Concluindo...

O professor titular de Ética e Filosofia Política na Universidade de São Paulo, Renato Janine Ribeiro reconhece que “melhoramos um pouco se compararmos com o feio costume de nossos antepassados de cuspir à mesa e fora da mesa, ou beber a sopa direto da sopeira e depois arrotar bem alto, ou colocar as botas em cima da mesa. Houve um tempo em que os nobres precisaram ser educados para melhorar seus modos. Parte da burguesia imitava a ignorância dos nobres e parte procurava se educar para os novos tempos. Esquecemos, hoje, como foi difícil superar os modos vulgares ou rústicos (a palavra vem do latim “rus”, campo), adquirindo uma certa cortesia (a palavra vem de “corte”), urbanidade (vem de “urbs”, grande cidade) ou civilidade (vem de “cives”, cidadão ou morador da cidade)”. Por trás das boas maneiras existem algumas conquistas de civilidade: de respeito ao outro, hierarquia necessária entre as pessoas.

Portanto, o que primeiro importa na polidez é o respeito ao outro e não a hipocrisia cultivada. Os bons modos mostram a nosso próximo que temos respeito por ele: se enfiamos o dedo no nariz ou coçamos os cabelos na frente da comida, nós o desrespeitamos. Se deixamos de visitar um colega enfermo no hospital, nós não o consideramos. Se usamos palavras e gestos inadequados, mesmo sem querer, podemos magoar pessoas e envenenar o ambiente em que vivemos. Quando cedo a vez a um homem idoso, uma mulher grávida, um doente, estou demonstrando o meu respeito e consideração. São atitudes aprendidas por meio da educação.

Embora polêmica[8], a polidez é uma virtude menor e necessária entre pessoas e povos. Há quem identifica nesta virtude um “moderador psíquico” (sic), permitindo às pessoas se harmonizar com as diferenças demasiadamente humanas. Talvez ela funciona como um dispositivo ideológico de adequação do “eu” “devidamente ajustado ao contrato social” (OLIVEIRA, 2006,p.6). Podemos pensar a polidez como um Prozac, um phármakon – pensado por Platão –, ou, a pequena virtude; o realmente importa é o propósito incluir a polidez como tema transversal a ser ensinado como um saber mais prático do que teórico, para ser exercitado no dia a dia da escola e como porta de entrada das outras virtudes. A polidez é imprescindível na chamada cultura escolar de nossa época, repetindo Adorno, para que a barbárie não se estabeleça entre nós.

Perguntado por que ainda é necessário educar os nossos filhos, alguém respondeu: para que não se assemelhem aos animais irracionais, onde a regra seria o ‘vale tudo’.

Uma vez que cresce o número de pais ausentes ou desresponsabilizados, cabe a escola de nossa época ‘ensinar’ aos alunos o respeito e a consideração para com o ‘próximo’ (seres humanos, animais, meio ambiente, patrimônio público, etc), até porque a escola precisa de um mínimo de bons modos para poder cumprir seu propósito educativo.

 

Referências

A POLIDEZ: virtude das aparências. Porto Alegre: L P& M, 1993.

ADORNO, T. Educação e emancipação. Rio de Janeiro: Paz e Terra, 1995.

BEDOS, G. A Polidez do desespero. In: A polidez: virtude das aparências. Porto Alegre: L P& M, 1993.

BELLO, A. e WIZIACK, J. Mala de gafes. In: Isto É, 22/set/2004, p. 68-9.

COMPARATO, M. França luta contar fama de mal-educada. In: Folha de S.Paulo, 15/fev/ 1998, p. 19.

COMTE-SPONVILLE, A. Pequeno tratado das grandes virtudes. SP: M. Fontes, 1995.

DHOQUOIS, R. Prefácio: pequenas e grandes virtudes. In: A polidez:  a virtude das aparências. Porto Alegre, LP & M, 1993.

DIEGO, M. Executivos lotam classes de “etiqueta”. In:  Folha de S.Paulo, 15/fev/ 1999, p. 10.

GORBACHEV, Raisa. Minhas esperanças: memórias, e reflexões, em conversas com o escritor Georgi Pryakhin. São Paulo: Globo, 1992.

LIMA, R. Bullying”: uma violência psicológica não só contra crianças. Disponível em: http://www.espacoacademico.com.br/043/43lima.htm  n. 43, dez. 2004.

OLIVEIRA, Jair A. Polidez e identidade: a virtude do simulacro. Disponível em: www.bocc.ubi.pt  . Acesso em: 2006.

RIBEIRO, Renato J. Há uma etiqueta democrática. Disponível em:  http://www.renatojanine.pro.br/Etica/colunaaol.html. Acesso em: 2006.

por RAYMUNDO DE LIMA

   

 

 

 

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[1] Citado por R. Romano, (In: Lux in Tenebris, Cortez, 1987)

[2] Para compreender o fenômeno bullying, consultar “Bullying”: uma violência psicológica não só contra crianças, REA, nº 43, dezembro de 2004.

[3] Exemplos de gafes: Um empresário, pouco acostumado a restaurantes de luxo, foi a um jantar de negócios com um novo cliente. Quando a lavanda (pequena taça de água, para lavar os dedos) chegou à mesa, achou que fosse tigela de sopa, empunhou a colher e tomou o líquido. Ainda reclamou que estava quente. Um político brasileiro foi convidado para jantar em Tóquio. Entrando no local, uma residência, percebeu que só ele e a mulher usavam sapato. Os donos da casa resolveram abandonar a tradição local e também calçaram seus sapatos para não deixar o casal brasileiro sem graça. Um executivo viajou para a Europa para uma reunião de negócios. Na mala, colocou dois ternos, mesmo sabendo que a excursão duraria 14 dias. Voltou da viagem apelido pelos amigos de “dia sim, dia não” (Folha de S. Paulo, 20/06/1999). Conhecedores da diversidade cultural, antropólogos, psicólogos, e professores de etiqueta recomendam não cruzar as pernas no Marrocos, porque os marroquinos se sentem ofendidos com esse gesto. Na Rússia, os homens desconfiam de outros que não os cumprimentam com beijo na boca. Na Espanha ou Grécia, nem pense em ligar para alguém entre duas e cinco da tarde. É hora da siesta, o descanso após o almoço. Na Itália, aplaudir e assobiar em sinal de aprovação pára o espetáculo. Nos países muçulmanos, as mulheres devem usar o véu. No Japão, os japoneses ainda relutam na hora de apertar a mão de um estrangeiro (Isto É, 2004, p. 68-9). 

[4] Alguns exemplos de ignorância ou falta de consciência dos maus modos: comer de boca aberta, falar de assuntos fora de hora e lugar (falar de dieta num jantar, criar polêmicas desnecessárias num ambiente de festa, além de revelar má educação, também demonstra que o sujeito é mal resolvido, grosseiro, alienado e insensível). O uso do celular fez instaurar a barbárie em certos ambientes sociais cuja tradição e bom senso se recomenda silêncio e respeito ao outro; tem gente usando o famigerado aparelho até para falar em velórios, igrejas, sala de aula, cinemas, transporte coletivo, etc.

[5] Sou informado que apresentadoras de televisão também se dirigem a homem idoso por “você”, evitando o modo tradicional de tratá-lo por “senhor”.

[6] Embora as mulheres recebessem tratamento igual aos homens, na escola, no trabalho, os homens mantiveram uma gentileza especial dirigida a elas.

[7] Na União Soviética, em tempos da Perestróika e da Glasnost, a ‘primeira dama’ Raisa Gorbachev comenta como teve que aprender a usar roupas adequadas e se comportar durante os almoços, jantares, chás, torneio, cerimônias, etc. Raisa se dizia constrangida quando tinha que usar um vestido longo em jantares, “trata-se de uma exigência cujo uso considero um desperdício - quantas vezes se usa um vestido longo?” (p.164). Foi depois de 1985 que a etiqueta diplomática daquele país adotou a regra  para recepções e jantares oficiais exigindo apenas os homens compareçam com trajes escuros e as mulheres se vistam com roupas elegantes de comprimento habitual. Tais mudanças não visavam somente diminuir as despesas econômicas supérfluas, mas, sim, democratizar os costumes. Nesta época, Mikhail Gorbachev, ocupava o cargo de primeiro presidente eleito da URSS, em 1990. (GORBACHEV, 1992). 

[8] Um ponto polêmico da polidez é sua origem aristocrática. A esse respeito consultar a obra de Renato Janine Ribeiro ... Outro ponto polêmico é o seu excesso, ainda presente nas mesuras e salamaleques que tornam a polidez um equivalente ao espetáculo (OLIVEIRA, 2006). Os profissionais do Direito ainda são os mais identificados com o excesso de polidez.

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