Por PAULO ROBERTO DE ALMEIDA

Doutor em Ciências Sociais, diplomata, autor de vários trabalhos sobre relações internacionais e política externa do Brasil

 

 

Resoluções de Ano Novo - uma nova “caixa de surpresas” para o ano que se inicia

 

No mês de janeiro do ano da graça de 2005, publiquei o ensaio “Sete previsões imprevidentes”, apresentado como uma “caixa de surpresas” para o novo ano, cujas apostas provocadoras e visivelmente exageradas eram, resumidamente, as seguintes:

1. O governo decreta sua conversão ao capitalismo;

2. O Estado decide retirar-se parcialmente de cena;

3. Radical inversão das políticas sociais;

4. Concentração de recursos na educação fundamental;

5. Acaba a era Vargas: abolida a Justiça do Trabalho;

6. Decretado o fim da reforma agrária e

7. Maior abertura e inserção econômica internacional.

Tive sorte: nenhuma delas se confirmou, mas não pretendo retomar aqui os argumentos em “defesa” de cada uma dessas propostas (que podem ser lidas no link http://www.espacoacademico.com.br/044/44pra.htm). Como afirmei, eu não pretendia que minhas previsões se realizassem, mas ao contrário, que elas, justamente, não ocorressem. Para não ter de competir com os futurólogos oficiais e outros astrólogos oficiosos, eu dizia preferir “arriscar minha (baixa, ou inexistente) reputação (nessa área) na previsão de coisas impossíveis, aquelas que poderiam ser classificadas no gênero ‘surpresas’.”

E continuava: “Sobre elas não estou disposto a aceitar qualquer aposta ou, que seja, a menor responsabilidade intelectual por eventuais fracassos, aliás implícitos e totalmente previsíveis no meu gênero particular de previsão. Talvez minhas probabilidades de ‘acerto’, estejam aí mesmo, no fracasso completo e definitivo de previsões tão imprevidentes quanto as que pretendo fazer.” Eu ainda tomava o cuidado de alertar que, se por acaso alguma de minhas “surpresas” se materializar na prática, terá sido, como se alerta nos frontispícios dos romances policiais e em certos filmes, por pura coincidência, não cabendo nenhuma responsabilidade ao autor por correspondência involuntária com fatos e personagens da vida real.

Como eu antecipava – e acertei em cheio, mas não apostei nada, tanto por não acreditar em jogos de azar, como por falta de recursos próprios, mas entendo também que ninguém se disporia a arriscar seus tostões com previsões tão “imprevidentes” –, nenhuma dessas “previsões” se realizou. Na verdade, sequer chegamos perto de sua materialização parcial, o que era totalmente esperado. Já que a intenção era essa mesma, ficou o exercício no plano puramente intelectual, sem que, no entanto, eu renegue, no plano das projeções programáticas e das políticas públicas, nenhuma daquelas colocações visivelmente exageradas, mas enquadradas numa certa visão do mundo, que acredito ser a mais condizente para o progresso material e espiritual deste nosso tão sofrido Brasil.

Pois bem, o exercício que pretendo propor agora também se encaixa numa das muitas modalidades do gênero “fantasias de final (ou de começo) de ano”. De fato, como ocorre por ocasião dessas festividades anuais, caímos na tentação de persistir ou inovar na previsão dos próximos doze meses. Para isso, o caminho usual parece ser o de se armar de algumas doses de coragem, de um pouco de convicção pessoal e de muita idealização mental para estabelecer, para nós mesmos, uma série de resoluções prospectivas que, uma vez escritas no papel, nos comprometemos a cumprir ao longo do ano que se inicia. Existe muito de auto-ilusão nesse tipo de exercício, mas não custa nada alimentar um pouco de otimismo quanto à eventual factibilidade dessas previsões.

Sem mais delongas, para não cansar meus (parcos) leitores, vejamos quais resoluções eu poderia estabelecer para mim mesmo nos próximos doze meses. Se, por um acaso, qualquer uma delas servir igualmente para outras situações comparáveis, no plano pessoal ou até mesmo social, alerto desde já que não me cabe qualquer responsabilidade por essa extensão indevida, não pretendida e não devidamente contabilizada nas planilhas e projetos que costumo regularmente fazer para melhorar minha própria vida (e por extensão, talvez por excesso de otimismo, a de meus amigos e semelhantes neste país bizarro em que vivemos). 

Vejamos primeiro, resumidamente, minhas promessas, depois eu desenvolvo.

1. Manter a contabilidade lá de casa em ordem e equilibrada;

2. Gastar só o que estiver nas minhas possibilidades, sem entrar no cheque especial;

3. Escolher bem os amigos, para não se sentir “traído”, depois;

4. Selecionar melhor os auxiliares da minha quitanda, para o bem de todos;

5. Falar sempre a verdade, doa a quem doer, por maior constrangimento que houver;

6. Terminar de ler, sem falta, aquele livro do Celso Furtado.

1. Prometo manter uma contabilidade transparente, veraz e relativamente equilibrada nas receitas e despesas lá de casa.

Trata-se, obviamente, de providência essencial ao bom equilíbrio de minha conta bancária, o que vale também para qualquer outro tipo de contabilidade corrente, em qualquer instância de minhas atividades como produtor, arrecadador, provedor de bens e serviços ou mesmo dispensador de favores, para os meus próprios familiares e outros eventuais dependentes. Trata-se, obviamente, da primeira condição para uma vida tranqüila, regida pelos saudáveis princípios da boa gestão do orçamento (seja ele pessoal, familiar, ou da sua pequena empresa), com receitas e despesas equilibradas e condizentes com entradas e saídas efetivas de recursos.

Tenho plena consciência de que, no ano que se passou, nem sempre me foi possível assegurar essa transparência e equilíbrio do meu orçamento, forçado que fui a gastar mais do que o pretendido, tendo sido então obrigado a recorrer a práticas nem sempre recomendáveis, como aquela coisa que o distinto público já convencionou chamar de “recursos não contabilizados” (nem por isso menos reais). O fato é que esse tipo de prática heterodoxa extrapolou claramente os limites nos quais eu pensava conter a utilização desses recursos extra-orçamentários, com o que a contabilidade pessoal mantida de forma algo precária não refletiu exatamente os fluxos reais de ativos (e passivos, sobretudo) que transitaram pelas minhas contas bancárias e pelas diversas carteiras e bolsas que mantenho para uso do pessoal lá de casa.

Ocorreram, inclusive, intromissões indevidas de amigos, aliados e pedintes de modo geral, que sempre alegam que estão gastando em nome das boas causas, sensibilizando meu coração – de ordinário generoso – e levando-me a situações de equilíbrio duvidoso e mesmo a um estado pré-falimentar. O pior de tudo foi ter de recorrer a expedientes pouco católicos, como a contabilidade paralela ou pagamentos em dinheiro, que acabam não deixando o devido registro nas transações financeiras.

Meu compromisso, portanto, é o de encerrar essas nefastas práticas contábeis, gastar estritamente o que estiver assegurado por uma entrada regular de receitas e, para conforto e tranqüilidade dos parentes, colocar tudo isso à disposição de cada um deles, de preferência na internet, para que eles possam ter absoluta certeza de que não mantenho, nem pretendo manter, qualquer contabilidade paralela ou clandestina. Não sou daqueles que acreditam que transparência demais é burrice e que todo mundo faz assim mesmo. Ao contrário: limpidez e veracidade na prestação de contas é dever de todo chefe de família responsável.

2. Prometo, em conseqüência, empreender as obras necessárias à boa manutenção da casa, reparar o que tiver sido quebrado ou destruído (telhado, piso, jardim, cômodos) pela ação do tempo ou dos (maus) elementos. Prometo, também, somente gastar com as despesas correntes aquilo que estiver estritamente dentro do meu orçamento mensal, sem entrar no cheque especial, para não ter de pagar juros exorbitantes para esses verdadeiros gigolôs da poupança alheia, que são os banqueiros (nacionais e estrangeiros).

O ano que se passou foi pleno de surpresas inesperadas – o que, aliás, é uma tautologia –, com um irritante crescimento vegetativo desses gastos correntes, que apenas mantêm o nível do consumo, sem acrescentar nada ao patrimônio familiar e sem qualquer espaço para a manutenção do bom estado dos equipamentos ou imóveis sob a minha guarda. Surgiram, em conseqüência, goteiras insidiosas, buracos na calçada e erosão quase completa no jardim, sem falar na pintura descascada, nas janelas quebradas e portas emperradas. As crianças, sobretudo, reclamaram da falta de sapatos da moda, de uniforme novo, da necessidade de uma mochila maior. Em alguns meses tive de entrar no cheque especial, passando a pagar uma exorbitância ao meu banqueiro ganancioso. Faltou-me, na ocasião, a pachorra de levantar meu traseiro do sofá da sala, deixar o programa de TV e perambular pelos botequins financeiros (é isto que parecem nossos bancos) para ver onde e como seria possível obter juros mais baratos. Desconfio que tal coisa não exista, e que todo o sistema funciona como um grande cartel, no qual os banqueiros sempre levam a melhor sobre os indefesos consumidores e correntistas que somos todos nós.

O que faltou, na verdade, foi um pouco de planejamento orçamentário, um pouco de coragem para segurar a mulher e os filhos que sempre querem gastar mais do que o permitido pelo meu salário claramente insuficiente. Eles querem viajar além da conta, ir ao cinema todos os fins de semana e ao restaurante sempre quando lhes apetecem, sem procurar saber se os meus recursos permitem esse tipo de exorbitância. Minha promessa para o novo ano, portanto, é a de controlar o pessoal lá de casa nas despesas do dia a dia, de maneira a me permitir manter o estado geral da residência e dos nossos bens duráveis (alguns já em precário estado de conservação).

O pessoal lá do bar chama esse tipo de ajuste fiscal de concessão neoliberal, de regra do consenso de Washington, de submissão ao pensamento único ou de coisa pior ainda. Mas estou convencido de que se eu não fizer agora esse tipo de controle, a situação pode se deteriorar ainda mais, colocando em risco nosso futuro imediato ou a própria casa que construí com tanto esforço ao longo dos anos. Acho que não tenho o direito de deixar para os meus filhos e netos uma situação desse tipo, que iria obrigá-los a um sacrifício indevido por conta de nossa atual imprevidência. Por isso, só posso dizer: a hora de apertar os cintos é agora, e só vou gastar o que for render frutos mais adiante. O resto é conversa de botequim...

3. Prometo escolher melhor os amigos e companheiros, de molde a não ter mais esse sentimento de “traição”, que por vezes me assalta a mente.

Isso deve ocorrer com qualquer espírito desprevenido, como é o meu, mas acho que os últimos meses foram pródigos em matéria de más surpresas no terreno das relações pessoais. Tenho o hábito de ser por demais generoso com as pessoas em geral e os aliados em particular, sempre pensando que aqueles que estão conosco em alguma empresa qualquer o fazem por motivos nobres, ou pelo menos tão elevados quanto os meus. Daí essa sensação de traição, a propósito de eventos obscuros e ainda pouco elucidados que perturbaram a paz lá de casa e o ambiente de trabalho de modo geral. Pessoas que considerávamos bem intencionadas e moralmente inatacáveis acabaram traindo minha confiança e a do meu time de futebol, jogando com táticas escusas e chegando até a comprar o juiz encarregado da boa ordem no gramado.

O resultado foi o que se viu: um lamentável espetáculo de práticas incertas e não sabidas (pelo menos de mim), acobertado por meses de sorrisos amarelos e juras de “tudo bem”. Depois que a porta foi escancarada e o estrago praticado, não adianta alegar quebra de confiança, pois fui eu mesmo que permiti a entrada dessa gente na minha sala, chegando mesmo a prometer a um deles ajuda em caso de necessidade. Pois não é que o pessoal abusou da minha bonomia e natural generoso? Também agora aprendi: cheque em branco nem para o cunhado, pois não se sabe o que ele pode aprontar na próxima esquina. Quando menos esperamos, lá vem traição e o mal está feito. Como não adianta chorar sobre leite derramado, o jeito mesmo é prometer a mim mesmo que vou ser mais seletivo na escolha dos amigos para os churrascos de fins de semana.

Quanto aos que já me fizeram tanto mal, nem sei se adianta agora chamar a polícia, pois fui de certa forma conivente com essas práticas pouco recomendáveis, ao dar-lhes guarida em minha casa e conviver por tantos meses como se todos fossem do meu time. O jeito agora é esquecer e seguir adiante, mas traidores, nunca mais!

4. Prometo também escolher, com base unicamente no mérito pessoal e na sua estrita capacitação técnica e profissional, os meus assistentes de trabalho, para não dar mais essa impressão de ineficiência ou de improvisação na gestão da minha pequena firma.

Uma micro empresa, uma padaria que seja, não é uma “casa de mãe Joana”, e ninguém deveria esperar que eu dê emprego na minha pequena bodega apenas porque o cidadão, que seja o companheiro das peladas de domingo ou da cervejinha no final da semana, acabou ficando sem emprego por má sorte na vida ou apostas erradas que fez na loteria política. Numa quitanda na qual só cabem cinco vendedores, eu não posso colocar dez, ou mesmo mais, apenas porque alguns desses amigos ficaram de repente na rua da amargura. Por isso, não contem comigo para inflar a minha folha de pagamentos apenas em nome de uma velha amizade: afinal de contas, eu tenho de zelar pelo bom equilíbrio do botequim. Inclusive porque o fisco não dá moleza e os acréscimos laborais, com toda essa legislação generosa que protege o trabalhador, são de lascar: eu praticamente dobro a minha folha com esses penduricalhos ditos sociais.

E tem outra coisa, mulher: tem gente que se acostumou mal com os velhos tempos de mensalão sindical e reluta em enfrentar o batente. Assistente para mim é para trabalhar, de preferência naquilo em que seja competente, e por isso eu estou no direito de exigir diploma do Sesi ou do Senac. Não adianta enrolar, que eu vou ser implacável: quem não tem competência que não se estabeleça...

5. Prometo falar a verdade, somente a verdade e apenas a verdade, cada vez que os vizinhos, amigos e outros moradores da minha rua me perguntarem sobre os assuntos lá de casa, sobre minhas preferências no futebol e minhas opiniões políticas ou religiosas, sem esconder nada de ninguém, mesmo se eu, por acaso, tiver deixado lixo na rua ou não tiver contribuído para a segurança do bairro, deixando de pagar a taxa de vizinhança, por exemplo.

Coisa chata essa de ficar o tempo todo enrolando vizinhos e curiosos com desculpas esfarrapadas a propósito da quebradeira financeira lá em casa, ou das freqüentes visitas de cobradores que volta e meia aparecem pedindo algum dinheiro por esse ou aquele motivo. Como eu não tenho a cara de pau de ficar mentindo, acabo recorrendo àquela linguagem empolada dos jornalistas que se borram de medo de ser processados por afirmações levianas ou indevidas: “o chefe presumível das supostas malversações na contabilidade suposta da minha firma, teve a suposição de pretender que eu sabia o que era suposto saber mas não sabia, nem supunha, mas nunca cheguei a supor que os meus inimigos iriam descer tão baixo a ponto de levantar suposições indevidas contra as alegadas práticas, com as quais agora querem supostamente me assacar.” Não sei o que o meu conselheiro legal pensa a respeito dessas supostas irregularidades, mas o fato é que, até agora, não há nenhuma prova que sustente essas suposições, e não se pode sair por aí condenando ninguém sem provas cabais. Na verdade, o melhor mesmo seria que os vizinhos e curiosos parassem de meter o bedelho nas coisas lá de casa, pois ninguém tem o direito de por a colher torta onde não é chamado. Mas, prometo também, em nome do que me é mais sagrado, contar toda a verdade, doa a quem doer, cortando na própria carne se for preciso.

Por outro lado, essa coisa de “taxa de vizinhança” para a segurança da rua já está me dando nos nervos. Afinal de contas, a gente paga impostos para o governo para quê? Não é para ter segurança, justamente? Agora temos de pagar duplamente, para o governo e para a segurança particular? Essa situação um dia vai ter de acabar, e só precisamos esperar a próxima eleição...

6. Prometo terminar de ler aquele livro que comecei dez anos atrás e que os amigos de biriba vivem cobrando, de um aliado da nossa causa, o tal “livro fundamental” do Celso Furtado...

Não passa deste ano: já estou com o livro começado há mais de uma década, e ainda não consegui passar das primeiras vinte páginas. Depois que o homem morreu, e prestamos todas aquelas homenagens em função não apenas da sua naturalidade nordestina mas também pelo fato de ele ter sido um apoiador da primeira hora das nossas posições, todo mundo vive me perguntando se eu já terminei de ler o livro dele, sim, o tal de “Formação Econômica do Brasil”. Cá entre nós: eu desconfio que se o livro foi escrito há mais de quarenta anos, quando o Brasil ainda era um país “essencialmente agrícola”, como então se dizia, ele já não deve mais estar adaptado aos tempos que correm. Depois, ele vem numa linguagem empolada, que lembra esses conselheiros econômicos que de vez em quando aparecem lá em casa, enrolando de forma inútil o que me parece tão claro: o Brasil não tem mais nenhum problema de desenvolvimento industrial ou tecnológico, apenas um problema de desenvolvimento social, um problema de distribuição.

Mas, eu também desconfio que o “velho” Celso Furtado, com todo o respeito pela sua memória, tinha ficado parado no tempo. Ele vem de uma época na qual, ele mesmo dizia isso, a inflação era “funcional” para a industrialização do Brasil, pois permitia tirar dinheiro dos que não poupavam e colocá-lo nas mãos dos que estavam dispostos a investir e fazer o Brasil crescer. Isso podia ser válido naqueles tempos, e ainda assim eu desconfio que não devia ser nada bom para o trabalhador, que estava sempre correndo atrás do seu salário, enquanto a burguesia se refestelava com a poupança alheia (forçada, claro). Inflação nunca foi boa para ninguém, só para os que, justamente, se aproveitam do dinheiro alheio.

Por isso mesmo, eu nunca compreendi como o Celso Furtado, pouco tempo antes de falecer – que Deus guarde sua alma –, ainda pregava (e um monte de gente com ele, sobretudo esses economistas da Unicamp) que um “pouquinho” de inflação não podia fazer mal, que isso era a condição necessária do crescimento e da criação de empregos. Pode até ser, mas desconfio que isso não é bom para o trabalhador, pois é ele que vai ter de agüentar ver seu salário diminuído mês a mês, enquanto esse pessoal da Unicamp protege os seus rendimentos nas contas aplicadas em títulos do governo.

No que depender de mim, não tem nem “pouquinho”, nem mais inflação, já que essa coisa é que nem barriga de mulher: não tem meia gravidez, e uma vez que a inflação começa, fica difícil parar depois. Sendo assim, nem sei, na verdade, se vou mesmo terminar esse livro, que além de tudo vem numa linguagem enrolada, um economês dos mais obscuros, que parece ser “keynesianismo” como eles chamam. Ele até pode ter sido do Nordeste, mas também passou um bocado de tempo fora do país e deve ter voltado com algumas idéias importadas que depois resolveu aplicar aqui. Os brasileiros estão servindo de cobaias para algum experimento maluco. E, depois de tudo, acho melhor deixar os economistas mortos em paz, do contrário eles vão querer continuar governando nossas vidas...

Para mim, chega de promessas, fico por aqui, pois já tenho coisa demais para pensar e fazer neste novo ano que se inicia. A única promessa a mais que faço é que no final do ano eu venho conferir para ver se a “coisa” andou...

 

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