Por RAYMUNDO DE LIMA

Psicanalista, professor do DFE da Universidade Estadual de Maringá (PR); doutorando em educação (FEUSP)

 

Sobre chatices e chatos (I)

(quase um ensaio)*

 

 

 “Esse mundo é redondo, mas está ficando muito chato

Barão de Itararé[1]

 

“...Eu devia estar feliz pelo Senhor / ter me concedido o domingo

Pra ir com a família ao jardim zoológico / dar pipoca aos macacos.

Ah! Mas que sujeito chato sou eu / que não acha nada engraçado.

Macaco, praia, carro, jornal, tobogã / eu acho tudo isso um saco...”

Raul Seixas “Ouro de tolo”. 

 

 

Chatos sempre são os outros, nós jamais!

Um colega de trabalho é considerado chato porque puxa o saco do chefe, um marido é considerado chato pela esposa porque faz muito barulho com seus arrotos e flatulências, ele revida, dizendo que ela é mais chata porque o trata com menos carinho do que o cão, que passou a dormir na cama do casal. É claro que o homem reclamou, mas ela sugeriu que ele fosse dormir no tapete da sala.

Não são somente os adultos que carregam a pecha de chato. Uma criança considerada chata geralmente é malcriada, birrenta, não aceita nãos, e certamente foi desde muito cedo mimada pelos pais. Um professor pode ser considerado chato pelos alunos porque suas aulas são tão monótonas e previsíveis que funcionam como soníferos; já o aluno chato em geral é desinteressado nas aulas, preferindo perder o tempo com brincadeiras bobas, fora de lugar e hora, que terminam irritando os colegas e professores.

Os exemplos de sujeitos chatos são infinitos. Alguém fez uma estimativa sobre o aumento do número de chatos crescendo em progressão geométrica enquanto a população aumenta em progressão aritmética. Se é verdade esta previsão, o mundo do futuro será insuportavelmente chato para se viver, aliás como já previra o grande Barão de Itararé, na primeira década do século passado.

Os animais também podem ser chatos, como o cachorro do vizinho que late a noite toda, ou o passarinho que canta como que para testar os nossos ouvidos. O animal chateia ou não dependendo de nossa experiência, simpatia e empatia para com eles. Tem gente que não gosta de gato, outros não gostam de cachorro, papagaio, periquito, etc. Cada um tem seus motivos conscientes ou não conscientes do por que o bicho é irritante e chato. Já os insetos, vírus, bactérias, certamente despertam vários sentimentos negativos para além de despertarem chateação, que para alguns geram até fobias: aracnofobia, por exemplo, é a fobia de aranhas...

Quando nossa saúde fica abalada certamente nos sentimos chatos. Ninguém nega que os sintomas de uma gripe diminuem nosso humor e aumenta nossa irritação por tudo. Entretanto, uma nova patologia psíquica denominada pelos psiquiatras de distimia vem diagnosticando as pessoas crônica e continuamente mal humoradas; provavelmente é atualmente a doença que mais chateia tanto o doente como os que lhe são próximos[2].

Poliseno (1996) também parece associar o maior chato ao mal humorado constante. O autor italiano observa que para o mal humorado tudo lhe é motivo para revelar seu traço de caráter que consiste em: estar sempre revoltado com qualquer contratempo, não admite brincadeiras, desconhece qualquer tipo de companheirismo e cordialidade, está sempre indignado e pronto a lançar farpas aos amigos e detonar os inimigos, distorcendo o que seria humor em ironia, e o que seria ironia no estilo socrático vira em sua boca um sarcasmo danoso ou cinismo ferino.

As chatíssimas reuniões tecnoburocráticas da escola, universidade e demais organizações, também podem ser um bom laboratório de observação da cultura específica de cada grupo de trabalho, e dos sintomas manifestados tanto do indivíduo como da instituição. O que é visto como chato por quem escolhe viver fora dessa cultura, certamente pode ser um gozo de fundo sexual por aqueles que sabem jogar o jogo do poder. Pode ser interessante detectar nessas reuniões gente desperdiçando sua fina inteligência para calcular um ataque ao outro; por vezes, vemos chatos e chatas projetando maldades no colega que se tem inveja ou que pensa diferente. Enfim, reuniões são momentos de chatice que podemos nos divertir imaginando um desfile de personagens chatos, cada um com sua estrutura psíquica e seus próprios modos de expressão ou sintomas. Por exemplo, há o chato histérico que fala muito e nada diz, o chato crítico contumaz, o chato que usa o momento para fazer propaganda de sua produção, o chato que usa de carranca[3] pra meter medo nos colegas, o chato sempre pronto para disparar uma palavra ferina, etc, etc.

O chato chateia

Por definição, o sujeito chato é geralmente uma criatura de conduta irritante, repetitiva, maçante, inconveniente; uns são mais descontrolados do que outros, sendo que os considerados mais chatos são aqueles que extraem gozo sádico ao invadir a privacidade alheia. Embora exista o chato que fica satisfeito em apenas desequilibrar a vida presente do outro, há os que calculam chatear até o futuro da vítima. Quem já não sofreu uma situação demasiadamente humilhante em que um chato ou uma chata gasta energia para atazanar nossa vida para além do tempo presente? Fiquei sabendo que uns chatos gastam seu tempo e energia para enviar e-mails a Gloria Perez, autora da nova global América, forçando ela relembrar o fato trágico que culminou com o assassinato de sua filha, tempos atrás. Recentemente soube que alunos muito chatos estão enviando e-mails anônimos para chatear e até ameaçar professores que eles não simpatizam. São gestos agressivos que carregam vários tipos de sentimentos como raiva, inveja, amor camuflado, e condutas mais complexas como o sadismo, o cinismo, obviamente ultrapassando o limite da sanidade. Machado de Assis, em fina ironia alertava que esse tipo de chato funciona como um vampiro da nossa paciência, porque testa nossa capacidade de reservar energia para coisas que valem a pena, para ser usada além do tempo em que vivemos.

A situação chata também chateia

Já uma situação chata – ou chatice – deixa a atmosfera carregada para ser respirada; o ambiente fica viscoso para caminharmos numa conversa ou a relação humana torna-se insuportável. A chatice é ao mesmo tempo causa e efeito de conflitos internos e externos; provoca-nos ondas de ressentimentos, exaustão psicológica, física e existencial. Uma situação chata, como por exemplo, a fila, nos coloca num dilema existencial cuja liberdade de escolha implica em mais perda do que eventuais ganhos. Freud descobriu que os neuróticos provavelmente, embora reclamem, são os doentes psíquicos que mais ganham “secundariamente” com seus sintomas. Um neurótico, por exemplo, embora se queixe de participar da reunião de condomínio, ou da comissão de sindicância sobre um colega de trabalho, de um encontro familiar, etc, no fundo, extrai algum ganho (gozo) com essas situações, e por isso mesmo torna-se um chato. Ninguém nasce chato, torna-se chato[4].

No ambiente do trabalho, estudo, casa, lazer, vizinhança, rua, as pessoas consideradas verdadeiramente chatas são inconvenientes, mal humoradas, e repetitivas. No fundo, o chato é um traço ou sintoma de um sujeito num dado meio social. É comum o chato usar determinadas situações sociais para matar dois coelhos ao mesmo tempo: atazanar a vida dos outros e para ocupar o seu tempo livre. O sociólogo Domenico de Masi observa que a vida, desse tipo de pessoa, de alma pequena, necessita inventar pseudo-assuntos para espichar a reunião porque ela teme voltar para sua casa onde terá que enfrentar a sua “vida vidinha”, como poetiza Adélia Prado.

Sem dúvida, o chato ou chata é alguém que testa nossa paciência, e tenta vampirizar nossa energia vital, muitas vezes sem, conscientemente, calcular esse efeito danoso. Ocupar um longo tempo grudado ao telefone para falar, falar, e nada dizer, ou para falar mal da vida alheia, ou, ainda, para entulhar nossa caixa postal de e-mails que só ele gosta, embora seja um ato chato, nem sempre pode ter essa intenção e nem sempre vem de uma personalidade chata. Mas, há a suspeita de esse tipo de ato vir de uma vida chatinha ou de um momento de vida considerado chato.

No Big Brother Brasil 5 – programa de TV que muita gente acha chato – os dois participantes mais rejeitados registrados pela Endemol[5], coincidentemente, também foram considerados os mais chatos da casa do “reality show”: Aline, pela sua conduta de leva-e-traz a serviço do grupo do “mal”, obteve 95% de votos de rejeição e o médico Rogério, pela sua atitude truculenta, inescrupulosa, e manipuladora dos participantes, obteve 92% de votação. Como se trata de um “jogo” para ganhar um milhão de reais, as circunstâncias obrigam as pessoas a alterarem sua conduta como se passassem a viver um zoológico humano, cujas regras podem ser estranhas, ou anti-éticas...

Época dos chatos; eles ocupam todos os lugares...

Como vivemos numa época que demanda rapidez em tudo, as pessoas tendem a considerar chato uma pessoa ou uma situação que toma nosso tempo em demasia. Repare, caro leitor, que a atual geração do videogame e do celular, acha chato ter que esperar. O jovem de nossa época acostumado a dominar o tempo e a velocidade do jogo eletrônico, se desespera quando se vê obrigado a viver o tempo, a velocidade e o espaço da realidade concreta. Por isso ler, para eles, é muito chato. Ler é uma atividade lenta, quase anti-social, exige trabalho de construção de compreensão, que, para essa geração mimada é uma coisa muito chata.

No universo da “modernidade líquida”[6] ou “pós-moderna”, uma pessoa – comumente idosa – mais lenta para comunicar alguma coisa ou para sacar dinheiro no banco é facilmente – e injustamente – estigmatizada como chata. Nossos jovens, cada vez mais, não toleram os mais velhos e os mais sábios. Um programa de tv do tipo “cabeça” é igualmente considerado chato pela assistência mediana e urbana habituada a conviver com o stress diário. Por outro lado, um público mais intelectualizado – e metido a besta – que orgulhosamente diz não assistir tv, não suporta os programas produzidos pela chamada “indústria cultural” bem ao gosto do povão, na linha dos programas de auditórios, novelas, de fofocas sobre as celebridades e policiais.

Surge também uma nova geração de mães estudadas, inseridas na competição do mercado globalizado, não obstante continuem desejando um filho como símbolo de auto-realização, não suportam as atividades maternais porque são repetitivas e por isso mesmo chatas, como dar comidinha, limpar bumbum, trocar fralda, etc; a desgraçada da criança é vista como estorvo para sua carreira profissional e, também, por que exige cuidados em demasia fora da vocação e da profissão. Suspeita-se que essa situação chata em que a educação falta, faz brotar uma geração de chatos, mandões, narcisistas, hedonistas, individualistas, e indiferente ao outro. Hoje em dia os professores são obrigados a conviver com alunos chatos que sequer usam um mínimo código de conduta em sala de aula. E, não me venham com essa de que falar de mínimo código conduta ou de polidez é tender para a ‘direita’[7]. Refiro-me ao respeito que se deve ter para com o outro, isto é, uma atitude que vem antes da denominada etiqueta social, ou das boas maneiras. Quem não acha chato um doutor desrespeitar a condição do ignorante ou usar do seu saber como poder? Quem não acha chato a atitude arrogante, intolerante, o ‘sabe tudo’?

Enfim, falta investigar as causas do aumento dos chatos e o aumento da variedade de chatices próprias de nossa época. A causa primeira estaria na nova geração de crianças mal educadas ou viria da nova geração de mães sem vocação?

A preferência dos chatos

Já dissemos que tradicionalmente os chatos usam as situações sociais como filas, reuniões, enfim, para ele expressar sua chatice latente. A Internet tem sido muito usada pelos chatos pós-modernos. A Internet, que prometia revolucionar a comunicação entre as pessoas, tornando a vida mais interessante, com melhor cultura geral, despertando a criatividade, está se transformando num ambiente propício para proliferação de chatos virtuais e anônimos, como já exemplificamos. Como não ficar irritado com o congestionamento de nossa linha de Internet cheios de lixos virtuais (spans e trojans)? Como não ficar chateado com a conta de telefone ou o provedor – e a empresa de telefonia – que inventa mais um serviço pra sugar o nosso dinheirinho? Como não ficar chateado quando nossos filhos criam um clima de domínio total do espaço para eles reinarem absolutos na ocupação do computador para fins nem sempre pedagógicos?

Outro lugar que está virando uma chatice são os cinemas. Não falo das extintas salas grandes de exibição de filmes familiares e pornográficos – esta última, na sua fase de decadência – que se tornaram igrejas neopentecostais, dentro do seu próprio projeto de chatinização fanática do mundo. Refiro-me às pequenas salas dos cinemas de shopping centers de hoje que atraem uma geração de mal-educados, não para assistir o filme, mas para comer pipoca, tomar refrigerante, fazer troça sobre as imagens projetadas na tela, um sem fim de infantilidades que obviamente chateia os que estão interessados em acompanhar a história do filme. Essa mesma geração que facilmente estigmatiza de chato qualquer coisa fora do seu entendimento, nesses espaços, termina revelando sua intolerância para com os que desejam refletir, sentir, e agir de modo diferente dos de sua geração.

Como já foi dito no início deste artigo, nossa tendência egóica de fundo pré-conceituoso é achar que chatos são os outros, nós, jamais. Todo ser humano facilmente faz críticas e tem dificuldade de fazer autocrítica, sobretudo de nosso lado chato. Evidentemente que o aumento das situações chatas nos obriga a reproduzir as mesmas em forma de sintomas pessoais. Para controlarmos nosso lado chato e pouparmos o mundo de mais chatices, não seria má idéia termos em mente o seguinte: no momento que achamos o outro chato, certamente tem alguém também nos achando chato, com ou sem razão. Aliás, um artigo como esse não é poupado de ser também considerado chato. O seu autor, também...

(Desculpe, caro leitor, estar realmente sendo chato, de forçá-lo a ler mais coisas sobre esse assunto, no próximo número.)


* As primeiras anotações deste artigo foram úteis como orientação para a entrevista que dei à jornalista Bárbara Soalheiro, da revista Superinteressante, cuja matéria foi publicada com o título “Por que existem chatos” (ver Superinteressante, de junho de 2004). Posteriormente, já como rascunho desse artigo, os mesmos pontos também me serviram para outras entrevistas, dentre elas, destaco que concedi à Rede Bandeirantes sobre o mesmo assunto.

[1] Apparício Torelli (1895/1971), o “Barão de Itararé, também usou o pseudônimo de” "Apporelly", era gaúcho, mas se destacou pelo humor crítico principalmente à política, publicando por anos o jornal “A manha” no Rio de Janeiro. Dele disse Jorge Amado: "Mais que um pseudônimo, o Barão de Itararé foi um personagem vivo e atuante, uma espécie de Dom Quixote nacional, malandro, generoso, e gozador, a lutar contra as mazelas e os malfeitos". A revista www.espacoacademico.com.br já publicou um artigo sobre o grande humorista brasileiro. (Ver: As peripécias de um Barão vermelho – 110 anos da morte de Aparício Torelly, por Augusto Buonicore).

[2] No fundo, o distímico é um deprimido enrustido. Trata-se de uma pessoa que recruta suas defesas egóicas cujo traço expressivo constante é o mau humor usado para camuflar a depressão e ir tocando a vida. Nesse esforço pessoal ela termina passando a todos a imagem de rabugenta, complicada, implicante, intratável, e chata. Uma boa imagem da pessoa distímica é da hiena do desenho animado que fica resmungando "Oh dia, oh céu, oh vida, oh azar".

[3] Em minha pesquisa de doutorado, um entrevistado me disse: “na verdade, essa minha carranca me poupa de dar muitas satisfações”, ou seja, uso-a para passar uma imagem de temor reverencial.

[4] Nesse sentido, discordo de Figueiredo (1993) que entende que nascemos chatos, que a criança é necessariamente chata. 

[5] A Endemol, produdora holandesa, dona da idéia que criou o programa Big Brother, comparou esses índices com os demais países onde o mesmo formato é realizado.

[6] Zygmunt Bauman (2001) sugere a metáfora da “liquidez” para caracterizar o estado da sociedade de nosso tempo, que, como qualquer líquido, se caracteriza por uma incapacidade de manter a forma. Ao contrário da “modernidade sólida”, a “modernidade líquida”, as instituições, os quadros de referências, os estilos de vida, crenças e convicções mudam antes que tenham tempo de se solidificar em costumes, hábitos e verdades “auto-evidentes”. Nesse sentido, o tempo também se liquefaz. As pessoas quando falam antigamente, se refere a 30 ou 40 anos atrás, e quando diz “para sempre”, está se referindo a duração de 10, 20 anos. Assim, um casamento “para sempre” é um casamento que suporta esse período...

[7] Quando refiro a um mínimo código de conduta, não estou necessariamente reduzindo esse universo de agir e de ser a apenas os “bons modos e boas maneiras”, mas sinalizando a necessidade de se ter respeito para com o outro, que deve ser aprendido na educação. O filósofo e professor da USP, Renato Janine Ribeiro, em um artigo, se pergunta se haverá uma etiqueta propriamente “de esquerda”? Diz ele: “O termo pode soar exagerado, mas se pensarmos na outra idéia de etiqueta – não a da hierarquia, mas a do respeito –, faz sentido dizer que haja uma etiqueta democrática. É a de quem recusa ser superior ao outro. Cedo a vez a ele. Peço licença, se quero fumar na frente de um estranho, e aceito a negativa. Conhecemos a imagem do militante de esquerda sujo, fumando o tempo todo, sem bons modos. Mas ela é uma mentira e uma raridade. A maior parte dos militantes que conheço são educados, respeitosos. Podem não conhecer certas regras (a colocação das facas), mas essa só é a essência da etiqueta conservadora, “de direita”, hierárquica. Há, sim, uma etiqueta democrática – e ela não está nas regras, mas num valor básico: mostrar ao outro que temos respeito por ele, que não nos sentimos superiores, que acreditamos no valor e na igualdade de todos. Quando cedo a vez ao outro, é isso o que estou dizendo: uma lição de igualdade”.[grifo nosso].

 

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Bibliografia consultada

BAUMAN, Z.  Modernidade líquida. Rio: Jorge Zahar, 2001.

BOBBIO, N. Elogia da serenidade : e outros escritos morais. São Paulo: UNESP, 2002.

CANETTI, E. Auto-de-fé. Rio de Janeiro: Nova Fronteira, 1982.

DHOQUOIS, R. “Sob contrato”. In: A polidez: virtude das aparências. Porto Alegre: 1993, pp. 103-112.

FIGUEIREDO, G. Tratado geral dos chatos. Rio de Janeiro: C. Brasileira, 1993.

FREUD, S. [1929] Mal-estar na civilização. Rio: Imago, Ed. Standard das Obras Completas, v. 21., 1974.

GUSDORF, G. A fala. Rio de Janeiro: Ed. Rio, 1977.

LIMA BARRETO. O homem que sabia javanês. Curitiba: Pólo, 1997.

LUCCHESI-BELZANE, M. “Um vazio essencial”. In: A polidez: virtude das aparências. Porto Alegre: 1993, pp. 23-38.

POLISENO, A. Os defeitos dos outros. São Paulo: Paulus, 1996.

RIBEIRO, R. J. Há uma etiqueta democrática [ou procurar no Google].

SEIXAS, R. Ouro de tolo. [letra e música de Raul Seixas].

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