Por EVA PAULINO BUENO

Depois de quatro anos trabalhando em universidades no Japão, Eva Paulino Bueno leciona Espanhol e Português na St. Mary’s University em San Antonio, Texas. Ela é autora de Mazzaropi, o artista do povo (EDUEM 2000), Resisting Boundaries (Garland, 1995), Imagination Beyond Nation (University of Pittsburgh Press, 1999), Naming the Father (Lexington Books, 2001), e I Wouldn’t Want Anybody to Know: Native English Teaching in Japan (JPGS, 2003)

 

Eleições, paranóia, ideologia, irracionalidade

 

Um amigo me perguntou, daí do Brasil, como estou vendo as eleições presidenciais daqui dos Estados Unidos. Outra me perguntou, num outro dia, se estou envolvida “na campanha.”  A resposta às duas perguntas é que estou vendo todos os dias, e que estou envolvida. Todos aqui estão envolvidos, de uma maneira ou de outra.

Como estou vendo as eleições? A cada dia, como o desenrolar de um filme ruim. E o dia  todo, feito um pesadelo causado por febre, em que as imagens voltam a passar, a passar, como... um pesadelo! A gente liga a televisão, e lá está a campanha. A gente liga o rádio, lá vem o Bush. Abre o jornal, lá está ele, ou gente dele. Como estou envolvida “na campanha”? Simples, porque qualquer pessoa com um mínimo de consciência da importância desta eleição tem que necessariamente estar envolvida. A verdadeira avalanche de imagens e opiniões diárias é inescapável. A cada dia há pesquisas de opinião, entrevistas, previsões e mais previsões. Chega um ponto em que qualquer uma pode declarar-se desgastada com o bombardeio de imagens, diz-que-diz-que, pesquisas de opinião, mensagens, propagandas dos candidatos. Mas não há como fugir. Está tudo por todo lado.

Convenção democrata

Esta eu passei numa festa na casa de um colega. Naquele  dia, a casa cheia meu colega aproveitou a ocasião para dizer que se havia envolvido nesta campanha por estar preocupado com o futuro da filha de 12 anos. “E se ela tiver que herdar um país destroçado, desonrado, falido?” Outros na festa concordaram que a nossa luta é justa, necessária, feita na hora certa. Alguns dos presentes tinha sido ou soldados no Vietnã (mandados, não voluntários); alguns eram contra e outros a favor do que Kennedy fez com e para a América Latina; alguns a contra e outros indecisos sobre a intervenção no Iraque. O que todos tinham em comum era o desprezo ao George W. Bush. Alguns, diga-se de passagem, não são nem mesmo democratas, mas não querem que Bush ganhe as eleições, e que ele é uma desgraça ao partido de Lincoln.

Ali pelas tantas recebemos (ou o dono da casa recebeu) um telefonema do quartel general de John Kerry, nos agradecendo nossa presença nesta festa democrática (que na verdade deveria ser uma ocasião para arrecada fundos para a campanha). Acho que foi um daqueles telefonemas mandados para centenas de tais festas ao mesmo tempo, mas ajudou a melhorar ainda mais o ânimo dos participantes, muitos dos quais não se conheciam, e muitos deles nem sequer conheciam os donos da casa. Nos sentimos participantes, e entre um canapé e um gole de vinho, nos sentimos todos muito bem realmente.

Ali pelas tantas, cada um de nós presentes foi convidado a dizer por que estávamos ali naquela casa. Depois de uma meia dúzia dizendo que estavam representando amigos e parentes que estão no Iraque, outros que diziam que estavam ali falando pela minoria silenciosa deste país, chegou a minha vez e eu disse que estava representando o Brasil, e contei a história do email que recebi de um compatriota pedindo aos americanos que tivessem consciência que seu voto, cada um deles, representava um milhão de brasileiros. Então, sem a menor modéstia, nesta pequena festa numa casa de família em San Antonio, Texas, eu me dei o direito (me arroguei, melhor dizendo) de falar por todos os brasileiros. Lógico que eu sei que esta foi talvez a minha maior arrogância na minha vida: deve ter alguns brasileiros que acham que o Bush é a melhor coisa que já aconteceu, e que ele está certo, coisa e tal. Como eu não conheço (e não falaria jamais com) tais brasileiros, então naquela festa falei pelos outros que eu conheço e que acham que o Bush é a Besta do Apocalipse. Deve ter pelo menos um milhão de nós. De modos que me perdoei a arrogância no ato.

O mais interessante, infelizmente, é que depois que todos se apresentaram, este americano de meia idade, que não conheço e nunca vi mais magro (aqui em San Antonio somos todos gordos), me disse que assim que o John Kerry ganhar “nós vamos ajudar vocês (os brasileiros) a comprarem seu país de volta dos japoneses.” Logicamente, fiquei sem entender onde este ilustre senhor lê as coisas do Brasil, mas sua  opinião me deu um frio na barriga. “O quê?” “E nós lá precisamos de americanos nos ajudando a ‘comprar’ nosso país de volta dos japoneses?? De que exatamente este cara está falando???”

Mas, como era uma festinha amigável, em casa de gente boa, preferi me calar e me concentrar no discurso dos dois candidatos, John Ketty e John Edwards, candidatos a presidente e a vice-presidente, respectivamente.

Nos juntamos na frente da televisão quando falavam os filhos do candidato, e depois os próprios. Ali pelas tantas, todos pareciam grudados em um concerto de rock sem música, balançando suavemente com cada nota, cada onda de aplausos. Não havia dissensão alguma. Saí de fininho e fui cuidar de minhas coisas em casa. Em alguns dias, recebi vários “stickers” dos candidatos, e ainda não recebi a plaquinha pra colocar diante de minha casa, localizada, infelizmente, em um bairro bushiano.

Convenção republicana

Mea culpa, mea culpa, mea máxima culpa: confesso que não vi. Confesso que não tenho estômago pra ver Dick Cheney, e muito menos pra escutar o fanhoso do Bush além das vezes em que as imagens destes dois são praticamente forçadas a nós por todos os lados, tevê, jornal, revistas. Soube que na convenção as filhas gêmeas do Bush (uma das quais nas semanas anteriores tinha mostrado a língua pros repórteres, e que já são conhecidas como vinho da mesma pipa que o pai e passam seu tempo na universidade fazendo o que não devem, e que apareceram recentemente capas de revistas vestidas com vestidos de alta moda, se fazendo de “moças finas”) foram um fracasso, muito tontas, sem saber bem o que dizer, contanto piadas sem graça até mesmo para os republicanos. No New York Times saíram vários comentários sobre como os nova-iorquinos reagiram aos convencionais, e como as coisas foram na convenção.  Mas, enfim, só estou relatando de terceira mão, porque não fui, não vi, e portanto não venci nem fui derrotada. Digamos que me dei o direito de me poupar.

Curiosidade: apensar das bobagens todas, da incapacidade dele falar uma sentença completa, do fato de a economia americana estar escorregando perigosamente para uma recessão, da guerra no Iraque estar custando milhares de vidas e bilhões de dólares, dos americanos se sentirem mais e mais acossados quando viajam para o exterior,  e mais amedrontados de um ataque terrorista de grande porte dentro do país, a cotação de Bush subiu depois desta convenção.

Como se explicam os candidatos?

Todos parecem estar de acordo, até no campo republicano, que Bush é um débil mental. Entretanto, nestas alturas do campeonato (fim de setembro, 2004), tudo indica que ele está na dianteira. Como se explica que um povo que tem uma grande maioria alfabetizada, que sabe ler jornais, esteja pensando em votar neste homem?  Temos que ver o detalhe que o oponente, John Kerry, é visto como um “aristocrata”. Quer dizer, o homem vem de uma família rica e sabe falar bem. Por outro lado, o Bush vem de uma família ainda também rica  (todos aqueles contratos com a Arábia Saudita...), mas ele não sabe falar, e se comunica mais por frases feitas e clichês, que por orações originais. Então, como podemos explicar que este povo americano, supostamente alfabetizado, com escola gratuita e obrigatória até os 18 anos, esteja pensando em votar neste homem?

Primeiro, temos que ver que o clima criado nos Estados Unidos, depois dos ataques de 11 de setembro de 2001, é altamente condutor a uma atmosfera de medo, de paranóia. O fato que de vez em quando o Tom Ridge (chefe do que se chama Homeland Security — Segurança da Pátria) aparece nos canais de TV nos informando que o nível de perigo está aumentando, mantém a população sempre alerta ao fato que estamos quase sendo destruídos cada dia, cada minuto, cada segundo. De amarelo a alaranjado a vermelho: esta são as nossas cores seguidas, misturadas, mas sempre presentes; sempre indicando perigo. De vez em quanto, também, algum “expert” aparece na tevê pra explicar como, embora o Saddam Hussein não tinha armas de destruição em massa, decerto era a) porque não conseguimos encontrá-las ainda; b) elas foram levadas pra outros lugares, c) se ele não tinha na ocasião, teria mais tarde, e daí seria mesmo o fim do mundo.

Segundo, temos que ver a questão de como este país, os Estados Unidos da América do Norte, foi criado em base de uma ideologia de “povo escolhido.” Desde que os peregrinos chegaram aqui, escorraçados da Inglaterra, e se dispuseram a construir uma “cidade na colina” para servir de exemplo aos demais povos do mundo, este país tem, bem no cerne da sua ideologia, a crença que é escolhido, abençoado, encarregado de levar adiante a tocha da liberdade, do cristianismo, etc. Podemos ver a evidente tendência ao mandonismo se tomarmos, por exemplo, o caso da relação dos Estados Unidos com a América Latina desde o Pacto Monroe no fim do século XIX, e os seguintes desatinos como o “Manifest Destiny” — “Destino Manifesto” — que “deu” aos americanos dos Estados Unidos o “direito” de intervir na América Latina sempre que quisesse e achasse necessário. Logicamente, depois da “Política da Boa Vizinhança,” de Roosevelt nos anos 30 e 40, e mais a “Aliança para o Progresso” dos anos 60, houve uma tentativa de “apaziguar” um pouco os povos das Américas, pelo menos na aparência. Ainda continuaram os americanos a meter o dedo e os fuzis e as armas onde bem entendiam — vejamos o escândalo da troca de armas por dinheiro no caso  Iran/Contra — só que por debaixo dos panos. E podemos até ficar por aqui mesmo, porque não precisamos ir revisar a história dos Estados Unidos nos últimos 110 anos pra ver que suas coceiras imperialistas em direção ao mundo todo.

De onde pode este povo ter tirado tais idéias de ser o povo escolhido e que nunca erra? Mais de perto, como podemos ainda entender um povo que tem tanta gente educada, letrada, etc, pode conviver com o fato que um homem como George W. Bush — um semi-analfabeto filhinho de papai, metido a cowboy — seja não só o presidente, mas em vias de se reeleger contra um homem bem preparado e herói nacional como John Kerry?

A resposta parece simples, e talvez seja: Bush é o candidato que fala mais aos medos dos americanos do que John Kerry. Quando o presidente—como todo que está no poder, em qualquer lugar do mundo—usa seu tempo nas notícias pra enfatizar que está fazendo tudo o que pode pra proteger o país, e que ele tem mais experiência que seu oponente, muita gente acredita. Quando o vice-presidente — Dick Cheney, sócio da Halliburton, que ficou ainda mais milionário depois que assumiu a vice-presidência (e a Halliburton tem o controle de vários serviços aos soldados no Iraque) — diz em um noticiário da tevê que quem votar em Kerry estará atraindo a ira dos terroristas, e que se John Kerry for eleito outro ataque terrorista vai acontecer, eles dois, “W” e “Dick” estão jogando com dois fatores psicológicos presentes na psique dos americanos médios. A primeira é que “o mundo todo nos inveja,” e segundo é que “nós não merecemos que nos ataquem, nunca.” (Vem daí, em seqüência, que “nós” podemos atacar “aos outros”, já que estamos levando a civilização e o cristianismo a eles, mas eles não podem jamais fazer tal coisa conosco.) Que importa que não encontramos armas de destruição em massa no Iraque? Não encontramos, mas que elas existem (assim como as bruxas, nas quais não acreditamos), lá isto existem. Que importa que usamos as bombas “daisy cutter” no Afeganistão, e que cada uma delas matou centenas de pessoas e causou problemas ecológicos? Estávamos fazendo isto pelo  bem geral da humanidade! E lembrem-se: as “daisy cutters” não eram armas nucleares. Já os terroristas, se puderem, usarão armas nucleares contra nós. Nós estamos justificados em fazer ataques antecipados, porque, como sabemos, somos o povo escolhido.

Voltando àquela pergunta: como pode ser que pessoas razoavelmente educadas e inteligentes votem no G. W. B.? Outro fator: o anti-intelectualismo, que é uma das características dos americanos. Assim como John Kerry fala uma linguagem rebuscada, George W. pode mal e porcamente pronunciar a palavra “nuclear.” Mas ele fala direto, simples, sem contornos. Os americanos que vão votar em Bush entendem esta linguagem. Da mesma maneira que os americanos rejeitaram Al Gore que falava difícil (se bem que a maioria não rejeitou, já que a eleição de W. Bush em 2000 ainda é muito contestada), estão rejeitando John Kerry, que também fala difícil, tem uma mulher “esquisita,” e embora tenha um monte de medalhas de bravura na guerra do Vietnã, quando voltou de lá meteu o pau no governo americano. Ora, pra quem ainda não entendeu: venha o que vier, o governo americano sempre tem razão! E como é que o povão americano sabe disto? Simples: este país foi abençoado por Deus e tem a honra de ser o que vai levar a civilização adiante. Por falar nisso, vejamos as guerras em que participou desde o fim do século XIX: guerra contra a Espanha, guerra contra o México, guerra contra e Alemanha e os países do eixo, guerra contra a Coréia, guerra contra o Vietnam, conflito com a União Soviética, e mais uma miuçalha de guerrinhas às quais o país forneceu armas e treinamento e dinheiro. Na verdade, não ganharam todas, mas certamente se fizeram ouvir, tentaram forçar a resolução do conflito para o lado que o país queria. E aí voltamos ao começo: país predestinado, encarregado de levar adiante o farol da liberdade. Quem não estiver de acordo que se aproxime para ser castigado. Como se pode ver, este é o tipo do raciocínio circular. E ele se manifesta em varias oportunidades, de várias formas.

O debate dos candidatos

Aqui nos Estados Unidos, sempre que é possível, uma legião de advogados toma conta das coisas, prepara documentos, contratos, etc, etc. Tal foi que aconteceu com o debate que houve entre os dois candidatos, Kerry e W. Bush, no dia 30 de setembro, para discutir a política exterior do país. Este foi o primeiro de três debates programados.

Antes mesmo do debate, os dois campos se reuniram com seus advogados e redigiram um documento de 32 páginas nas quais estava determinado o que poderiam e o que não poderiam os candidatos dizer ou fazer durante o debate. Isto, eles argumentavam, era pra impedir o que aconteceu na última vez, em que Al Gore caminhou em direção do W. Bush. A diferença de altura entre os dois candidatos, ao que tudo indica, fizeram com que W. Bush se sentisse “intimidado” e “diminuído.”  Em todo caso, uma coisa ficou clara: seria um pouco difícil que os dois candidatos se expressassem livremente, tantas eram as condições impostas: não podiam falar um com o outro diretamente, não podiam interromper um ao outro, não podiam caminhar livremente no palco.

Mas o debate começou, com Kerry recebendo a primeira pergunta, tendo dois minutos pra responder; depois W. Bush tendo um minuto e meio pra responder, depois Kerry meio minuto pra responder à resposta. Depois o outro candidato recebia a pergunta, o outro contestava, e assim por diante.

O consenso, neste país, é que o John Kerry, podendo, fala demais, articula várias posições e não vai direto ao assunto. A preocupação para os democratas era que ele ficasse muito difuso, e que o Bush se aproveitasse disto e chamasse a sua eloqüência de confusão e incapacidade.

Mas tal não foi o caso. Na verdade, esta foi realmente a melhor apresentação de John Kerry, que foi claro, conciso, e explícito no que pensa sobre a guerra no Iraque e outros assuntos relacionados ao posicionamento dos Estados Unidos frente a outras nações. Ele articulou que, logicamente, os Estados Unidos não podem simplesmente sair correndo do Iraque e deixando o caos; esta, ele disse, é a lógica do “Pottery Barn” (uma companhia que vende objetos para casa): quebrou, é seu. Quer dizer: fomos ao Iraque, provocamos mais problemas do que existiam antes, e não podemos simplesmente sair e deixar tudo de uma hora pra outra. Esta guerra é errada, mas não pode ser simplesmente abandonada, mas que, como está sendo conduzida, é desastrosa. Ele também articulou a necessidade dos Estados Unidos não se afastarem dos demais países do mundo, mas de construírem uma verdadeira aliança, escutando o que os demais países têm a dizer, e como todos podem contribuir para a resolução dos problemas do mundo. Ele chamou a atenção para o fato de que, durante a administração de W. Bush, o mundo se tornou um lugar muito mais perigoso, e que as armas nucleares estão  aumentando (inclusive com os Estados Unidos construindo armas nucleares mais poderosas).

Enfim, embora John Kerry, nem por um momento tenha dito que vai ceder o bem estar e as decisões mais importantes referentes à política externa do país a ninguém, ele enfatizou que os Estados Unidos devem ouvir e levar em conta o que os demais países pensam de como estão as coisas no mundo. Kerry articulou o que qualquer pessoa com senso comum sabe: que este país não pode continuar se isolando do mundo e ir feito Rambo, atirando primeiro e perguntando depois.

W. Bush, por sua vez, bateu na mesma tecla: “espalharemos a liberdade pelo mundo todo.” Parecia uma vitrola quebrada, como disse um comentarista. Ele entrou na defensiva várias vezes durante o debate. Fez caras feias durante as respostas de Kerry. Tropeçou em palavras. Mas uma coisa ficou clara: só tem duas cores no arco-íris: preto e branco.

Resultado

De manhã no outro dia após o debate, já traziam os programas de notícia os números da pesquisa de opinião: houve uma pequena mudança a favor de Kerry, mas o Bush está ainda adiante. O que é muito inexplicável, porque entre aqueles que dizem que votam em Bush, há o consenso que Kerry falou melhor, defendeu a sua posição melhor, tem um plano mais coerente para terminar a guerra do Iraque e trabalhar com outras nações. Mas, para estes mesmos, o Bush está melhor situado para ser o “comandante” da nação.

Ainda faltam dois outros debates, em assuntos que Kerry tem mais controle, porque tratarão da política interna do país. Vai ser meio difícil W. Bush defender o que está acontecendo, com a perda de empregos, a perda de benefícios para os idosos e escolas pra crianças, o corte de programas de ajuda para retreinamento para aqueles que  perderam seus empregos, redução no número de policiais e bombeiros no país, e outras perdas mais, que estão ocorrendo a cada dia, enquanto o tão falado corte do imposto de renda beneficia dá seiscentos dólares de volta pra cada família, e milhões de dólares de volta para empresas e milionários.  É a lógica da balinha e do carrão: balinha pros pobres, carrão pros ricos.

Mas, partindo da premissa que o governo não erra jamais, e que W. Bush fala a língua do mandão, e que a maioria dos americanos (pelo que tudo indica) ainda crêem que é destino dos Estados Unidos mandar e dominar, tudo será possível, inclusive uma vitória republicana nestas eleições.

E que Deus nos acuda.

 

 
 

clique e acesse todos os artigos publicados...

http://www.espacoacademico.com.br - Copyright © 2001-2004 - Todos os direitos reservados