Por ANTONIO OZAÍ DA SILVA

Docente na Universidade Estadual de Maringá e membro do Núcleo de Estudos de Ideologia e Lutas Sociais (NEILS-PUC/SP)

 

Maurício Tragtenberg e a Pedagogia Libertária: anotações sobre a experiência do fazer a tese*

Para Nelson Piletti, Celso de Rui Beisiegel, Henrique Rattner, Paulo-Edgar Almeida Resende e Walter Praxedes.

“Fazer uma tese é um rico e duro exercício de autoconvivência, uma época de grandes descobertas sobre quem somos, de aprendizagem sobre o objeto de estudo maior, que, no fim de tudo, somos nós mesmos”. (Maria Ester de Freitas)

 

Maurício TragtenbergComo se faz uma tese? Os tesistas, em geral, recorrem a autores como Umberto Eco, na tentativa de responder esta questão e amenizar este processo tortuoso e, muitas vezes, extremamente doloroso. Como disse um amigo, em tom descontraído, durante a defesa de doutorado do seu orientando: “Como é difícil fazer uma tese!” E é fato. As dificuldades para se fazer uma tese começam desde a definição do projeto de pesquisa, sua redação e apresentação, a seleção e a escolha e aceitação do orientador. Até a entrega da tese percorremos várias etapas que, se não tivermos estrutura psíquica e familiar, torna-se uma tortura e pode resultar em fracasso. Depositar a tese já é em si um êxito.

Neste fazer a tese, é comum surgirem dúvidas cruéis, insegurança e o quase pavor, motivado pela auto-exigência, por uma certa sensação de paralisia (aqueles momentos em que empacamos e temos a impressão de que estamos diante do insuperável). Para complicar um pouco mais, não podemos perder de vista os prazos e nem nos livrarmos das exigências burocráticas. Que fazer?! Nestes momentos, é importante manter a calma, não desesperar e desconcentrar – por exemplo, mudar o foco das leituras (ler um bom romance), assistir um bom filme, divertir-se...

É preciso desligar-se por um certo período, sem sentimento de culpa, e recarregar as baterias. Se não perdemos a noção dos prazos e mantemos o processo sob controle, não há problemas. Devemos trabalhar com objetivos a imediato, médio e longo prazos. Por que antecipar sofrimentos? Trata-se apenas de escrever a tese. Não podemos deixar que a criatura subjugue o criador, que o produto seja mais importante que o produtor, que a vida se restrinja ao fazer a tese.

A vida não é a tese; esta não vale uma vida. É contra-senso transformar o fazer a tese na essência do viver. Afinal, de que nos vale ser um doutor morto? Até dirão: “Muito esforçado! Conseguiu terminar a tese!” E só. Eis-lhe sem vida e sem tese. É certo que todos morremos. Mas por que transformar a tese numa espécie de morte lenta?

Concordo que não é fácil fazer uma tese. Se não nos cuidamos, ficamos neuróticos. E, em nossa neurose, sacrificamos todos à nossa volta ao altar da tese. A esposa já não nos suporta (a tese lhe figura como uma rival, uma amante), os filhos reclamam da nossa chatice e da nossa presença ausente, nem nós nos suportamos. Os amigos se afastam para não nos atrapalhar – “Ele está fazendo tese!” – ou para se livrarem do nosso permanente monólogo sobre a tese. Nesta fase, como sugere Maria Ester de Freitas, “é essencial ter um pouco de lucidez e de juízo para perceber que ninguém – nem mesmo o melhor amigo – tem a obrigação de nos ouvir dizer cobras e lagartos todas as vezes que nos encontra (assim como a nossa, a paciência dos outros tem limites que a nossa tese ignora”. (2002:17)

Se encararmos a tese apenas como uma obrigação burocrática, exigência de titulação e de promoção na carreira acadêmica, então, estamos definitivamente perdidos. Se fazer a tese nos perturba tão dolorosamente e só nos causa efeitos colaterais prejudiciais à nossa saúde, as seqüelas serão terríveis. Ora, se fazer a tese é um sacrifício que está além das nossas forças, por que insistir? Será que um título acadêmico é mais importante do que a família e a nossa vida? Se insistimos, abandonemos de vez flagelação. O trabalho intelectual não necessita ser mortificante e dará melhores resultados se realizado com prazer e paixão.

Significado e dificuldades do fazer a tese

Para mim, fazer a tese foi uma experiência ímpar, prazerosa e profícua. Não que eu tenha navegado em constante calmaria, mas em nenhum momento me vi diante do risco do naufrágio. É normal um certo grau de dificuldades e isto deve ser visto como parte do processo. Se potencializamos os obstáculos, eles se tornarão maiores do que a nossa capacidade de superá-los – muitos de nós tem a incrível mania de complicar o simples, e de transformar o difícil no impossível.

Os transtornos são de caráter externo e interno, ou seja, os que não dependem da nossa atitude e aqueles que dizem respeito apenas ao autor. No primeiro caso, temos que debitar a incompreensão, as dificuldades, por exemplo, em agendar uma entrevista, ou mesmo a recusa em concedê-la. Há, ainda, a dificuldade de recursos para superar as distâncias, buscar as informações, livros e outros materiais essenciais para a pesquisa. Esta dificuldade só não foi maior devido à possibilidade de usar a Internet, a qual facilitou o acesso às pessoas que não conhecia e que me encaminharam materiais, me ajudaram a descobrir contatos e até mesmo enviaram livros. Manifesto meu agradecimento.

Em minha experiência, uma das maiores dificuldades diz respeito ao próprio tema. Isto pode ser uma obviedade, afinal, todo tema sobre o qual o pesquisador se ocupa tem um certo grau de dificuldade. Todavia, uma coisa é pesquisar a educação na primeira república, as teorias pedagógicas ou mesmo a biografia de uma personalidade do passado distante; outra é tratar do passado recente que se faz presente e com muita força.

Conheci Maurício Tragtenberg na década de 1980 quando, por indicação do Prof. Ricardo Antunes, procurei-o para que me ajudasse a divulgar o livro “História das Tendências no Brasil”. Este livro, uma publicação independente, nada tinha a ver com os rigores exigidos pela academia. Era um trabalho engajado e voltado para a militância sindical e popular. Pode até mesmo ser considerado um trabalho autodidata: o autor não tinha curso universitário e, para ser sincero, nem pensava em fazê-lo. A universidade parecia-me algo muito distante para alguém da minha origem social.

Quando o encontrei, na PUC/SP, diluiu-se a imagem mitológica que eu tinha sobre os professores universitários em geral. A sua simplicidade, solidariedade e atenção foram marcantes. Tragtenberg não aceitou que eu lhe desse o livro, comprou-o; depois, fez a resenha publicada no Leia Livros. Parece simples: mas me pergunto quantos intelectuais do seu status aceitariam comprometer o próprio nome escrevendo sobre um autor desconhecido e cujo livro não orbitava na lógica acadêmica.

Tragtenberg confiou e acreditou em mim nos momentos em que até caçoavam por me aventurar a escrever um livro. Ele valorizou o meu trabalho, me estimulou a estudar e, quando fiz o mestrado, se dispôs a ser o meu orientador; sempre esteve presente e solidário nos momentos que mais necessitei. Sei que o fato de estar aqui entre vocês também se deve muito a ele. É de se imaginar, portanto, os sentimentos que nutro em relação a ele, a gratidão que grassa em meu ser. O fato ter sido criado sem a presença da figura paterna, tornou este vínculo ainda mais forte, porque Maurício, de certa forma, preencheu esta ausência. Freud explica! Portanto, o maior desafio residiu em não fazer uma hagiografia, em manter a distância necessária para se fazer um trabalho sério e não panfletário.

Ler e escrever sobre Maurício Tragtenberg representou o fortalecimento de idéias já assumidas, lançando-se luz e reforçando idéias incipientes. Outro aspecto a considerar é que este trabalho, a exemplo de Tragtenberg e da Pedagogia Libertária, assume uma atitude responsável perante a realidade social. Este, aliás, é um tema recorrente na obra de Tragtenberg: a exigência de que os intelectuais desçam do pedestal, abandonem as suas “torres de marfins” e se engajem socialmente. A práxis de Maurício Tragtenberg sintetiza esta atitude. Como escreveu ele, lembrando o filósofo Espinosa:

“Ante os fatos, nem rir nem chorar, mas compreender”.

Mas não basta compreender os fatos. É preciso, complementa Tragtenberg, “denunciá-los e combatê-los, quando negam o humano. Pois, ante os fatos há argumentos”.

Outra dificuldade encontrada refere-se à metodologia. No início, me coloquei a seguinte dúvida: qual teoria pode contribuir para a compreensão da obra e biografia de Maurício Tragtenberg? A leitura de autores como Karl Marx, Walter Benjamin, Hannah Arendt, Sartre, Bobbio, Pierre Bourdieu, Manuel Bonfim, Ecléia Bosi e os Profs. Celso de Rui Bieseigel e Walter Praxedes, entre outros, e de biografias, autobiografias e ensaios biográficos, foi importante e inspirador. Contudo, terminei por compreender, sem desmerecer a contribuição destes autores, que o método estava no próprio Tragtenberg, na maneira, por exemplo, como ele trabalha a obra de Max Weber, em sua tese de doutorado “Burocracia e Ideologia”; como ele exerce aquilo que o mestre Antonio Candido chamou de “formosa liberdade”. Este método consiste em não fazer o “sacrifício do intelecto”. Suas palavras, a respeito de Max Weber, exemplificam:

“O importante é a possibilidade de despertar do sono dogmático, pensar e refletir criticamente com Weber e não polemizar contra Weber, sem subterfúgios, escamoteação dos problemas centrais, penetrando na reflexão efetiva para superar, isto é, absorver a contribuição de Weber e excedê-la. Superar em Weber as limitações do tempo e contexto social em que se situa a sua obra; discuti-la sem compromissos ideológicos que impliquem o sacrifício do intelecto com o respeito que uma obra do porte que ele nos legou, implica”. (TRAGTENBERG, 1974: 156-157)

Tragtenberg escreve sobre Karl Marx, Max Weber e autores anarquistas, sem transformá-los em mitos: onde muitos vêem apenas autoritarismo, ele faz uma leitura libertária; onde muitos vêem apenas valores libertários, ele observa as tendências ao autoritarismo e à intolerância. Tragtenberg é eclético, no sentido descrito por Norberto Bobbio, isto é, “olhar um problema por todos os lados”. Na melhor tradição sociológica, não se prende a certezas fixas. Ele mantém aquilo que Bourdieu chama de “dúvida radical”, isto é um olhar sociológico que coloca em suspenso as nossas certezas e preconceitos.

A estrutura da tese

Passo agora a apresentar o trabalho em si. Em primeiro lugar, devo ressaltar que não tive a pretensão de fazer – ou refazer – a história da Pedagogia Libertária. Há muitos trabalhos, e excelentes, sobre a Pedagogia Libertária, os quais, inclusive, serviram como base para a nossa reflexão. O objetivo da tese é analisar a contribuição de Maurício Tragtenberg à Pedagogia Libertária; é um trabalho sobre Maurício Tragtenberg enquanto intelectual engajado e educador libertário.

A tese está estruturada em quatro capítulos. Ressalte-se que esta divisão obedece apenas a procedimentos didáticos e metodológicos pertinentes à sua apresentação. No primeiro capítulo, apresentamos um esboço biográfico de Maurício Tragtenberg. Como sugerido, pretendemos apenas resgatar as origens, o processo de formação intelectual e a trajetória de Maurício Tragtenberg. Procurando apreender e refletir sobre as influências, aquilo que ele chama de “minhas universidades”, as quais apresentam elementos definidores da sua personalidade e da sua postura política e pedagógica. Com este capítulo, apresentamos Maurício Tragtenberg ao leitor e procuramos compreender o seu mundo, o contexto histórico e social e a sua interação com este.

Já neste capítulo, chama atenção a origem humilde e judaica de Maurício Tragtenberg, o autodidatismo e a maneira especial de como se dá o seu ingresso no mundo acadêmico. A biografia oferece elementos que nos permitem compreender a trajetória do educador e intelectual Maurício Tragtenberg.

No segundo capítulo, desenvolvemos a análise de duas características já presentes no esboço biográfico: o autodidatismo e o engajamento político e social. Observamos, então, a valorização de Maurício Tragtenberg em relação ao conhecimento considerado senso comum, o saber operário, o saber popular. Não nos parece que Tragtenberg faça apologia destes saberes ou que, por outro lado, desmereça o saber erudito, o saber universitário. Mas, evidentemente, sua postura é crítica em relação ao saber intelectual, e, por conseguinte, ao poder dos intelectuais. Tragtenberg recusa ao saber formal o pretenso status de único saber válido ou mesmo que necessariamente seja o mais importante.

A sua postura de valorização do saber informal encontra-se estreitamente vinculada à sua opção política, à sua atitude como escritor e intelectual inserido no mundo do trabalho e nas lutas sociais. Aqui, analisamos a sua militância, através do contato com os trabalhadores e lideranças sindicais e, sobretudo, a partir dos seus escritos em jornais, destacando-se a sua coluna No Batente, no jornal Notícias Populares. A propósito, o simples ato de aceitar escrever esta coluna mostra o seu desprendimento em relação aos valores habitualmente encontrados no meio acadêmico e a sua valorização do mundo não-acadêmico, dos espaços onde se processa a educação não-formal.

No terceiro capítulo, passamos à apresentação e análise de parte da sua obra cujos temas extrapolam a especificidade da educação: são trabalhos de cunho essencialmente sociológico, histórico e político. Não temos a pretensão de analisar a totalidade da obra de Maurício Tragtenberg, nem de efetivar um trabalho exegético. O objetivo é apresentar ao leitor um panorama dos trabalhos que consideramos fundamentais e, simultaneamente, analisá-los no sentido da identificação dos aspectos libertários presentes nos mesmos.

A obra de Maurício Tragtenberg apresenta uma característica fundamental: não se volta prioritariamente para a academia, para aquilo que Paulo Freire chamou de “balé de conceitos”, isto é, o academicismo da discussão infindável em torno de abstrações desvinculadas do mundo real. A palavra de Maurício Tragtenberg é comprometida, engajada. Ele assume um compromisso social e também uma posição política.

Observamos ainda que sua obra guarda coerência com as suas origens sociais, sua formação intelectual e a trajetória fora do espaço formal da academia – analisados nos capítulos anteriores. Sua obra intelectual no campo acadêmico evidencia um fio de continuidade expresso na crítica permanente aos processos de burocratização dos movimentos e organizações de cunho operário, na crítica ao vanguardismo e substituicionismo da classe; e, concomitantemente, na defesa dos valores que reforçam a solidariedade entre os trabalhadores e a sua auto-organização e nas experiências autogestionárias. Nesta perspectiva, Tragtenberg enfatiza os movimentos que questionam a burocracia do partido e do Estado, ainda que esse partido se autoproclame representante do proletariado e que o Estado se autodefina como socialista.

Apontamos alguns aspectos que indicam a importância e a influência da sua obra. A nosso ver, esta influência reside na reafirmação de uma concepção de socialismo libertário que incorpora o pensamento de Max Weber e dos pensadores anarquistas. Estabelecendo um diálogo entre Weber e Marx, Maurício transporta as teorias para o âmbito da prática, fundando a sua análise no movimento real dos trabalhadores e inserida numa perspectiva de engajamento político.

Iniciamos o último capítulo com as palavras de Manoel Bomfim:

“Seria preciso, acreditam certos críticos, uma forma impassível, fria e impessoal; para tais gentes, todo o argumento perde o caráter científico sem esse verniz de impassibilidade; em compensação, bastaria afetar imparcialidade, para ter direito a ser proclamado – rigorosamente científico. Pobres almas!... Como seria fácil impingir teorias e conclusões sociológicas, destemperando a linguagem e moldando a forma à hipócrita imparcialidade, exigida pelos críticos de curta vista!... Não; prefiro dizer o que penso, com a paixão que o assunto me inspira; paixão nem sempre é cegueira, nem impede o rigor da lógica”. (BOMFIM, 2000: 631)

 

Estas palavras expressam o estilo de Maurício Tragtenberg, enquanto intelectual engajado. Estas palavras expressam também as dificuldades apontadas atrás. Como escrever sobre Maurício Tragtenberg sem paixão? Mas, por outro lado, como escrever com o coração e manter “o rigor da lógica”. Mas uma vez, Maurício constitui um exemplo metodológico: seu engajamento político não o impede de procurar e manter o rigor teórico.

Neste capítulo, abordamos a práxis educativa de Maurício Tragtenberg: sua produção intelectual direcionada para a educação e os aspectos críticos e libertários em seus textos e em sua prática no campo acadêmico.Enfatizamos a sua concepção crítica à educação formal e às instituições de ensino: sua análise da universidade, da escolarização e a sua função e relação com a sociedade, etc. Nosso objetivo, neste trajeto, foi delinear os nexos existentes entre a crítica à pedagogia burocrática e os fundamentos das pedagogias libertária e crítica. Avançando nesta direção, analisamos a alternativa pedagógica que ele defende, isto é, os princípios pedagógicos que orientam a sua prática docente. Então, recorrendo aos seus textos e aos depoimentos registrados em entrevistas, artigos e livros, examinamos sua prática docente.

Concluímos que a prática educativa de Maurício Tragtenberg não apenas constitui uma crítica aos procedimentos pedagógicos hegemônicos em nossas instituições de ensino; mas que ele, através da sua prática como educador e intelectual politicamente engajado, promove o resgate de valores político-pedagógicos vinculados à tradição das lutas dos trabalhadores libertários. Através de Maurício Tragtenberg, observamos um forte vínculo entre esta tradição político-pedagógica e a contemporânea Pedagogia Crítica presente na obra de educadores como Henry Giroux e Peter Mclaren, os quais se inspiram, entre outros, na obra de Paulo Freire. Esta hipótese permite-nos afirmar a obra e contribuição de Maurício não como algo relacionado ao museu da história ou restrito a experiências isoladas, mas como algo plausível e atual.

Paixão e prazer: eis o mistério da tese!

Escrever sobre Maurício Tragtenberg foi, sobretudo, um exercício prazeroso de aprendizado. Neste sentido, o próprio ato de fazer este trabalho comprova os fundamentos da pedagogia libertária, expressos na autonomia e no interesse do educando, vale dizer, em sua curiosidade e amor à verdade e ao conhecimento. Com Tragtenberg viajei por diversos caminhos e aprendi sobre judaísmo, história, política, teorias pedagógicas etc. Antes ele estivesse aqui e não fosse necessário percorrer estes caminhos. Mas, sei que ele, onde estiver, caminhou comigo. Tragtenberg esteve sempre presente – até em meus sonhos! Estou feliz, cumpri o que me propus e o realizei da melhor maneira que pude. Espero apenas não desapontá-lo, nem à minha família e aos amigos e amigas.

A propósito, os agradecimentos formalmente registrados em todas as teses e nas defesas das mesmas dizem muito sobre um dos aspectos essenciais nesta caminhada. Embora o seu autor seja o único responsável pelos equívocos, a tese só se torna possível pela solidariedade e contribuição de muitos indivíduos. Alguns, como diria, o poeta Brecht, foram imprescindíveis; outros, fundamentais; e o mais singelo gesto de ajuda também foi importante. Não relacionarei todos, pois a lista é enorme – e está no corpo da tese. Mas não poderia deixar de registrar os quais considero imprescindíveis, aos quais dedico a tese: Maurício Tragtenberg (In memoriam); Auxiliadora Maria da Silva, Beatriz Tragtenberg, Juliana Ozaí da Silva, Luana Ozaí da Silva, Margarida da Silva, Nelson Piletti, Olga Ozaí da Silva e Walter Praxedes.


* Este texto é, em larga medida, uma adaptação da apresentação que preparei para a defesa de tese, realizada em 13 de abril de 2004, na Faculdade de Educação. O objetivo é compartilhar a reflexão sobre o significado de fazer uma tese e, ao mesmo tempo, apresentá-la aos leitores.

 

 

Referências Bibliográficas

BOBBIO, Norberto. (1997) Os intelectuais e o poder: dúvidas e opções dos homens de cultura na sociedade contemporânea. São Paulo: Editora UNESP.

BONFIM, Manuel. (2000) A América Latina. In: SANTIAGO, Silviano. (Org.) Intérpretes do Brasil. Rio de Janeiro, Nova Aguilar, 2000, pp. 607-917

BOURDIEU, Pierre. (2000) O Poder Simbólico. Rio de Janeiro, Bertrand Brasil.

ECO, Umberto. (1977) Como se faz uma tese. São Paulo: Editora Perspectiva.

FREITAS, Maria Ester de. (2002) Viva a tese! Um guia de sobrevivência. Rio de Janeiro: Editora FGV.

TRAGTENBERG, Maurício. (1974) Burocracia e Ideologia. São Paulo: Ática

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