Turismólogo: festejar ou organizar?

"A lógica da consciência de classe"

 

Por JOÃO DOS SANTOS FILHO
Sociólogo, Turismólogo, Professor da Universidade Estadual de Maringá e Faculdades Nobel.


Florestan Fernandes

"... a perspectiva do Manifesto do Partido Comunista. Ainda hoje, ela é a que melhor permite explicar sociologicamente a formação e o desenvolvimento dos proletários como classe em si e a que melhor coloca objetivamente as tarefas políticas das classes trabalhadoras na luta de classe. Não é nem uma perspectiva "envelhecida" ou "superada", historicamente, pois as classes não desapareceram e tampouco, a luta de classes deixou de existir." (Florestan, Fernandes, 1987, p.137 e 138)

O termo  turismólogo surge em meados da década de 1970, com o objetivo de categorizar uma formação acadêmica especifica que começava a ser gestada cientificamente no interior das faculdades de turismo existentes em São Paulo.

O primeiro curso, foi decorrente do pioneirismo da Faculdade Morumbi, atual Universidade Anhembi-Morumbi no ano de 1971. E em 1972, surge também, o segundo curso de turismo  no Brasil na Faculdade Ibero-Americana de Letras e Ciências Humanas, atual Centro Universitário Ibero-Americano/UNICENTRO. Essas duas entidades educacionais situam - se na vanguarda do ensino, pesquisa e extensão do turismo, apesar de terem começado tímidas, em virtude dos recursos humanos, metodologia e conteúdos pedagógicos pouco claros e em sua maioria importados da Espanha, desenvolveram dentro do possível um trabalho extremamente pioneiro no campo do estudo do fenômeno turístico.

Cabe ressaltar que o fenômeno do turismo só vai ser visto epistemologicamente como mais próximo de nossa realidade e cercado como objeto de estudo acadêmico e científico com a criação em 1973 do curso de turismo na Universidade de São Paulo - Escola de Comunicações e Artes -USP/ECA.

Nesse caso, não poderíamos deixar de citar alguns professores e funcionários* que foram visionários, pois estavam preocupados em estudar a atividade turística nacional como uma atividade que fosse além do tecnicismo instrumental no campo educacional. Aos funcionários que comandaram  e ainda comandam o indispensável apoio administrativo sem o qual não poderíamos avançar no estudo do fenômeno estão: Izete Aparecida Martins, Célia Portugal Matta, ambas fundamentais nesse processo histórico.

Dos professores podemos pontuar com muito orgulho: Mário Carlos Beni, o pioneiro de todos e que se aventurou a aprofundar o estudo do turismo nacional e a questionar  a inexistência de uma "política nacional de turismo". A Sarah S. Bacal; Walter Rodrigues da Silva; Waldir Ferreira; Maria Fernanda F. Luis; Victor Ruiti Kiyohara; Olga Tulik; Sarah C. Da Viá. Todos com contribuições em seus campos e preocupados com o ensino e o estudo científico do turismo**.  

Destacamos aqueles que são resultados do esforço dos primeiros mestres: Mirian Rejowski que desenvolveu um trabalho impar e extremamente importante para o avanço da ciência do turismo caracterizando a produção científica no Brasil nesse campo. A Paulo Salles de Oliveira, brilhante interprete das obras de Joffre Dumazedier e o melhor estudioso do lazer no Brasil.

Entretanto, a década de 1970 ficou marcada como um dos momentos mais sangrentos da política brasileira, período extremamente conturbado no jogo das liberdades democráticas e da expressão. A imposição de uma universalidade plasmada pela ideologia da Escola Superior de Guerra - ESQ, possibilitou à ditadura militar desmontar e massacrar parte do movimento estudantil e sindical. Mascarando uma realidade cruel em que o seqüestro, prisão, tortura e a eliminação física eram práticas de uma política de apoio aos "democráticos" norte-americanos  e uma repulsa aos comunistas chamados de inimigos da democracia.

Banalizou-se o congresso nacional instrumentalizando-o para atender aos interesses de políticos ligados aos coronéis da terra e testas de ferro a serviço das multinacionais. Segundo o antropólogo e escritor Darcy Ribeiro sobre esse período, afirma:

Com a industrialização substitutiva, através da implantação de grandes fábricas das multinacionais, muda de imagem. Começa a ser vista pelo país como a grande bomba de sucção que nos sangra, Para carrear lucros para o estrangeiro. [1]

Nesse meio surge o turismo como um curso novo para os empresários da educação que o enxergaram como exótico e bom de mercado, capaz de arrebanhar um contingente constituído de profissionais de várias áreas que atuavam no amplo campo do turismo; jovens ligados a aventuras induzidos e dispostos depois de formados a viver em outro país em virtude das condições de vida e da repressão dos militares; pessoas com idade acima de 30 anos que pretendiam atuar em outro campo e senhoras que desejavam por um fim em sua ociosidade de damas do lar e que já eram objeto dos movimentos feministas que começavam a se manifestar. Esses fatores vieram a contribuir que o curso de turismo uma das graduações mais procuradas e disputadas até hoje.

Porém outros motivos que nunca foram verdadeiramente explicitados nos escritos da época, mas sentidos por um grupo de professores e alunos mais críticos, necessitam ser avaliados. Quais as verdadeiras razões políticas e ideológicas que levaram o governo Federal a criar a Empresa brasileira de turismo - EMBRATUR, por meio do decreto - lei n.55 de 18 de novembro de 1966 ainda não foram totalmente estudados e documentos oficiais não foram liberados.

Quando fazemos a afirmação, que há outros motivos que levaram a criação da Embratur, podemos estender essa indagação aos cursos de turismo no Brasil, por uma questão de honestidade científica e acadêmica, vamos arrolar e refletir primeiramente os motivos já conhecidos:

A existência do antigo e arcaico Conselho Federal de Educação que em  "... resolução s/n de 28/01/71 ... fixou o conteúdo mínimo e a duração do curso superior de turismo."( Matias, 2002, p.4).Tornou o curso objeto de disputa de representantes de dois campos do saber, pois conselheiros e políticos usaram de varias artimanhas para inserir o curso de turismo junto às faculdades de Administração de Empresas e de Educação Física. Segundo a turismóloga, professora e escritora Marlene Matias essa idéia foi abandonada, mas sou obrigado a discordar pois essas intenções ainda aparecem com  modulações variadas dentro e fora da categoria.

Os professores de Educação Física derivam para si com todo direito as atividades de ensino do lazer tanto no campo da teoria como na prática, porém muitos advogam a propriedade exclusiva dos conteúdos do lazer principalmente no que se refere ao estudo ontológico e histórico. O que me parece extremamente questionável pois para estudarmos o tempo livre, ócio, lazer e turismo, começamos  como Karl Marx que por meio de duas de suas obras "Dos Grundrisse e do O Capital" discutem o tempo de trabalho. Paul Lafargue em seu livro de 1880 "O direito à preguiça" que traça um panorama universal da exploração do sistema capitalista sobre a humanidade, destacando o direito ao ócio dessas classes. Joffre Dumazedier com seus estudos pioneiros de tonalidade marxista, discutindo o fenômeno do Lazer como atividade extremamente educacional junto à população trabalhadora. Domenico Demasi sociólogo de formação weberiana, consegue mostrar a necessidade do governo em financiar a empresa privada para que o trabalhador usufrua do lazer. O Estado como mediador e agente financeiro para que o trabalhador usufrua o lazer e turismo. Todos foram ou filósofos, médicos, sociólogos que sinalizaram as raízes históricas do turismo e seus componentes, portanto a contribuição que está dada aparece no campo da epistemologia da ciência e não no campo exclusivo das ciências da Educação Física ou da ciência da Administração.

O país estava vivendo o chamado por alguns de milagre brasileiro em que os índices de crescimento da economia batiam recordes mundiais. Porém, o aumento da miséria social e o abandono das riquezas da nação permitiram a rápida desnacionalização da economia e a  internacionalização territorial e ideológica da vida Brasilis. A quantidade de miseráveis e o rebaixamento do padrão de vida do povo, levaram o Brasil a ser campeão no ranquim mundial como uns dos países com piores qualidade de vida.

Esse fato, afeta de forma direta os cursos e as faculdades particulares que viram seus investimentos serem corroídos pela situação de inadimplência dos estudantes e a econômica ser corroída pela inflação. Segundo Marlene Matias:

Nos primeiros anos de funcionamento do curso superior de turismo, houve uma demanda muito grande pelo mesmo, especialmente em São Paulo, o que desapertou o interesse de empresários da educação a investirem na abertura de outros cursos (...). Mas, a partir de 1976, ocorre uma queda sensível no número de ingressantes devido a uma série de fatores socioeconomicos [2]

Entretanto, não podemos esquecer que foi nesse período que ressurgiu  com maior  intenção a idéia de passar as vagas dos cursos de turismo para os cursos de administração. Essa  lógica permaneceu ameaçadora até 1984, quando os turismólogos conseguiram de fato afastar os interesses escusos de donos de faculdades e do próprio Conselho Federal de Administração, pois essa atendia a dois fatores:

Tentativa desesperada para reerguer mercadologicamente os cursos de administração que começavam a apresentar um declínio na demanda, necessitando ampliar o leque das ênfases oferecidos pelo mesmo;

Incorporar o curso de turismo ao curso de administração, descaraterizando por completo a futura ciência do turismo e capitalizando o fenômeno para dentro do vasto campo da administração.

Com relação ao corpo docente necessário para manter os primeiros cursos de turismo, houve pela UNIBERO a importação de alguns professores da Espanha que junto com professores da USP, conseguiram conviver e criar uma tipologia própria de conteúdo pedagógico, mesclando o fenômeno do turismo com a realidade brasileira.

Professores estrangeiros foram orientados sobre a realidade brasileira, professores brasileiros da USP com algumas exceções foram extremamente progressistas e mais que possa parecer paradoxal eram de esquerda, trazendo ao curso ares mais abertos e críticos com uma competência que hoje nos cursos aparece cada vez mais escassa.

A falta de informação do curso para o aluno e a expectativa difusa sobre o que ele iria encontrar e qual a dimensão do mercado de trabalho. Tudo era um novidade, o mercado turístico seguia as regras dos interesses do Capital, nada se planejava, nada se organizava, pois para tudo e para todos estava o interesse e necessidades do turista e a da acumulação rápida da mais- valia. Turismo era sinônimo de viagem  e entendido como uma atividade eminentemente técnica, o interessante é que assim enxergava e enxerga a Embratur quando propõe 1981 um currículo mínimo exclusivamente técnico:

Matérias Básicas
Matemática;
Estatística;
Contabilidade;
Teoria Econômica;
Metodologia Científica;
Planejamento e Organização do turismo;
Legislação Aplicada;
Mercadologia;
Psicologia.
Habilitações Alternativas
1ª Opção - Hotelaria
Organização Hoteleira e Técnicas Operacionais;
Administração Financeira e Orçamento;
Mercadologia Aplicada;

Prática - Estágio.

2ª  Opção - Agenciamento e transporte
Produção e Organização de Serviços Turísticos;
Administração Aplicada;
Administração Financeira e Orçamento;
Mercadologia;
Prática - Estágio.

 

3ª Opção - Planejamento
Sociologia;
Organização de turismo Interno e Externo;
Infra-estrutura Turística;
Equipamento Turístico;
Elaboração e Análise de projetos;
Prática - Estágio.

 

Se compararmos esse currículo com com a proposta da ABBTUR, percebemos o tecnicismo que dominava e continua presente na Embratur, preocupada em atender o mercado, para que as universidades e faculdades formem "a mão de obra" (montem) um aluno dentro dos padrões de qualidade total, no qual o importante é sua funcionalidade, esmero e atendimento segundo os interesses do turista. Esse adestramento dentro dos padrões do tecnólogo, secundariza, oculta, inibe, dessistimula a consciência crítica e empobrece a visão de cidadania permitindo a formação de um turismólogo despolitizado.

No início do curso com uma bibliografia nacional inexistente, os livros traduzidos configuravam realidades diferentes e muitos de duvidosa qualidade acadêmica. Hoje com uma publicação editorial nacional significativa que em qualidade ultrapassa a visão tecnicista, mas que insiste em apresentar uma leitura da realidade despolitizante, em que as funções do profissional são de sua inteira responsabilidade. Ocultando-se a situação do mercado de trabalho, colocando-a como se a mesma fosse culpa do profissional.

Diante desses fatos, podemos afirmar que os cursos de turismo implantados desde de 1971 até o presente, mostraram avanços significativos, graças as lutas dos estudantes, turismólogos e profissionais de outras áreas que dedicaram suas vidas a pensar e entender  o fenômeno turístico. Mesmo sendo objeto de comentários e piadas por parte de alguns de nossos pares,  as pessoas que agiram como pioneiros no estudo do turismo foram exemplares, pois enfrentaram preconceitos, ganharam respeitabilidade e ajudaram a criar um arcabouço teórico - metodológico próprio e nacional, comparado aos dos intelectuais do México e da França.

Com um realidade histórica, exclusiva e impar na América Latina, em que raças se mesclaram e se modificaram, nossa realidade exige o resgate do censo-crítico e de um estudo voltado à  América Latina, pois hoje descobrimos mais do que nunca que somos latino americanos e não americanos ou europeus.

OS DISCURSOS ALHEIOS AOS INTERESSES DÀ CATEGORIA.

As falas do neoliberalismo diante do turismólogo

O processo no qual o sistema capitalista vêem navegando na atualidade configura - se em um movimento antí-dialético, portanto à histórico, cuja a tentativa é minimizar a leitura das contradições existentes na sociedade. Essa intenção só pode ser percebida e pensada quando desvendamos os mecanismos que buscam retardar a organização política sindical da sociedade civil, pois o desprezo pelo político não se limita ao processo partidário, mas sim, a tudo que se refere a atos e intenções relacionadas às formas de como se traduz a organização da categoria trabalho como fato que permite aos homens sinalizar, codificar e regularizar juridicamente seu espaço profissional.

Entendendo a sociedade como palco da luta de classes, nada pode ser mais nefasto do que os discursos e falas despolitizantes:

... "emburguesamento", trabalha pela despolitização, provocando um descrédito na vida política e nos políticos em geral.
Os sindicatos e as associações perdem sua força de barganha, são hostilizados e ridicularizados pela sociedade e por seus próprios filiados, que acreditam que houve um esgotamento da luta de classes ...
A lógica é a negação da política e a adoração dos pensamentos livres, abertos, naturais e descomprometidos de qualquer objetivação teórico-filosófica, portanto, de tonalidade irracionalista. Este é o jogo da despolitização. [3]

Esse movimento de negação da história aparece em virtude de nossa formação Cartesiana muito presente no pensamento da humanidade que se traduz dentro do seio de setores da academia que trabalham no sentido da volta de um purismo escolástico que acredita na neutralidade, pois parte do pressuposto que o sistema capitalista caminha para um redirecionamento inevitável de rumo  no qual nossa atitude seria aderir ao seu modelo sem buscar  as determinações, pois não devemos e não podemos pensar em modificá-las.

Esse entendimento, muito próprio dos neoliberais que pensam o fenômeno turístico de forma idealista buscando acreditar no equilíbrio e harmonia que deve ancorar o turismo sustentável, professam que:

A globalização para o turismo se constitui em uma solução para seu crescimento. Esse pensamento de base economicista esta preocupado com a entrada de recursos econômico, entendendo a transformação dos homens em simples mercadoria. Esse processo limita e embota a processualidade histórica, como brilhantemente comenta a professora Marutschka, quando diz:

... o tratamento reducionista dado ao objeto turístico. Boa parte destas análises ora o enfoca sob a égide economicista como uma atividade apenas econômica, ora sob a ótica sistêmica, tratando-o como um sub-sistema. [4]  

Os fatos errôneos dessa visão, leva-nos a termos de lutar dentro e fora da academia contra aqueles que acreditam nas "boas" intenções do capitalismo para com o turismo. Bondosos idealistas se instalaram nas galerias do saber e desenharam um fenômeno turístico acritico, sustentável e desenvolveram  programas modelares para o país, como forma de conscientizar a diversidade cultural por meio de um modelo estrangeiro que não atende as nossas peculiariedades de país continental.

Para nos que importamos dos Estados Unidos as bases do ensino superior no período do golpe militar por meio dos acordos "Mec-Usaid" e que fomos obrigados a suportar o fascismo desse governo, com seus aconselhamentos de civismo, moral e patriotismo imposto pelo ensino da escola militar dos americanos. Nada mais temeroso do que ter que ouvir a volta desses por meio da comédia que certamente virará tragédia, como bem alerta Karl Marx em seu livro Ideologia Alemã.

Tragédia é omitir os erros, limites e simplificações desses programas oficiais que apelam para o voluntariado e acabam excluindo o turismólogo e criando uma casta de treineiros pagos pela Embratur ou prefeituras que se vêem obrigadas a obedecer esses pedidos na esperança de serem certificadas como pólos turísticos.

Acreditar em programas com base no voluntariado, usando da "boa fé" de aposentados, alunos das faculdades de turismo e população nativa que acabam alimentando uma crença fanática aos programas estrangeiros e de gabinete, em que políticos faturam popularidade por meio de estatísticas super inflacionadas segundo interesses do governo.

Usar dos estudantes de turismo e dos turismólogos como massa de manobra, quando editam normativas como  a 390/98 em que a Embratur delimitava e descreve nossas ações profissionais, porém para priorizar o PNMT, comprado da OMT ( quanto será que o Brasil pagou ou paga para usar uma metodologia ultrapassada? ). A Embratur em 2001 lança uma nova normativa a 421 que passa nossas funções para o Conselho Municipal de turismo.

A existência por parte da Embratur de uma história de normas desastrosas que obrigavam nossos hotéis para aumentarem as estrelas em sua classificação o uso de carpetes nos quartos, bem como, um café da manhã fora dos padrões da cultura e culinária brasileira. Esse estrangeirismo copiado dos padrões do estilo de vida americano, trouxeram vários desastres na de implantação de uma "política de turismo" direcionada exclusivamente para a recepção ao turista estrangeiro. Esse descompromiso com a população no que se refere ao turista nacional pode ser uma pista sinalizadora que a Embratur foi criada principalmente para moldar uma imagem de:

Brasil gigante, em que a ditadura prendia, torturava, matava e empastelava os meios de comunicação;

Um nacionalismo ufanista e extremamente patrulhador, em que a vida só tinha sentido quando compartilhada das disciplinas de "Educação moral e Cívica" e "Estudos de problemas Brasileiros";

Um processo de casernização da vida civil e da educação principalmente nos seus conteúdos obrigatórios e delimitado dentro de padrões rígidos de censura;

Um processo de cultura seletiva em que os princípios do amor e liberdade dos enlatados americanos sacudiam as cabeças de nossa juventude;

 A instalação da ideologia pró-americana e anticomunista, por meio de um processo de desmonte de qualquer instituição que representa-se perigo ao governo.

Exílio compulsório ou militar-judicial de cientistas, intelectuais brasileiros e militantes que poderiam ser mortos pelo governo militar. Que organizaram verdadeiras redes para divulgar o para o mundo o que estava acontecendo no Brasil.

Esse fatores  vão exigir do governo a criação de uma estrutura que cuide da imagem do Brasil no exterior, que junto com os corpos consulares e embaixadas divulguem a idéia de  um Brasil ordeiro, pacifico, exótico, anticomunista e pró-americano. Nesse sentido, aparece a Embratur para a função que foi criada estimular e dar as condições da implementação de uma "Política Nacional para o Turismo" e divulgar o Brasil no exterior.

Os escritórios da Embratur no exterior vão servir de base para ressignificar o processo  econômico, político e cultural, segundo interesses do governo militar em um país que no período da ditadura proibia a apresentação do bale Bolchoy, as peças de Plínio Marcos, a indicação de Dom Hélder Câmara para o Prêmio Nobel da Paz, das musicas de Chico Buarque de Holanda, Gilberto Gil, Caetano Veloso e outros. Mas no exterior divulga, o carnaval, a mulata, o Rio de Janeiro e acaba sinalizando uma apologia a beleza da mulher brasileira nas praias ensolaradas, um passo para tipificar a idéia do turismo sexual que hoje faz do Brasil conhecido como a rota dos turistas que buscam meninas menores para a  pratica  do turismo sexual. Rufiões que se colocam como agentes de turismo negociam nos aeroportos, falando alemão, inglês, francês e italiano as crianças por dia, semanas e por hora.

Por quê a Embratur não divulga as propagandas que são feitas do Brasil no exterior no campo do turismo? e os fatos que ocorrem e ocorreram quando da representação do país nas feiras internacionais de turismo internacional, mostre-nos a reação da imprensa internacional para aquilo que o Brasil leva para mostrar no exterior. Será que existe censura?

Nada pode ser tão curioso do que compreender que o Brasil sempre procedeu e apostou no exotismo, como fator de mostrar a cara do Brasil no exterior, durante a primeira República o Brasil participa de uma feira internacional na França  e o estande brasileiro expõe frutas nacionais e os índios botocudos que acabaram sendo fatores de extrema curiosidade durante toda a exposição.

O Brasil sempre apostou em suas belezas anatômicas, seja pelas referências contidas nas cartas de Pêro Vaz de Caminha, porém essa cultura ao corpo que só brasileiro sabe dar pela cor, ritmo, sensualidade, plástica e uma enorme pitada de erotismo. De uma geração que cultuou Marta Rocha que perdeu por duas polegadas, mas acabou sendo imortalizada como o símbolo de mulher brasileira.

Com isso, queremos dizer que trabalhar com a ocultação total da imagem da mulher brasileira, me parece uma estupidez e uma falta total de tato pois a mulher brasileira é considerada a mais cobiçada e bela do mundo. A nos e ao poder público cabe fazer a distinção da mídia que acaba criando a noção de mulher liberada e independente.

CONCLUSÃO

Pouco temos a festejar, pois somos uma categoria ainda muito despolitizada e com um inexpressivo censo crítico. A nós cabe entender  essas limitações e buscar combater os inimigos dos turismólogos, que se caracterizam por  aqueles discursos que:

Encaram a regulamentação da profissão como coisa desnecessária por meio do discurso despolitizante, infantil, reargumentando sua fala com base na "qualidade total" que como resposta  imediata costura a ideologia do pragmatismo;

Combatem a regulamentação usando da lógica discursiva simplista que a mesma não criará empregos e portanto não é necessário lutar por essa causa;

Existem outras profissões não são regulamentadas e o mercado está  à disposição dos mais competentes, não há necessidade de nenhuma formatação jurídica. Mas de pessoal qualificado capaz de garantir seu mercado de trabalho;

Se regulamentarmos a profissão, limitaremos o nosso campo de trabalho, deixando de lado atividades que poderão surgir e que necessariamente fugiria de nossa amplitude regulamentada;

Em nenhum pais do mundo a profissão de bacharel em turismo foi regulamentada, essa argumentação aparece como o ultimo recurso dos neoliberais para justificar suas posturas de fundamentação direitista. Na verdade a leitura que essas pessoas fazem da realidade não leva em conta a luta de classes como motor da história, mas sim, deslocam sua leitura para as técnicas de motivação, ou seja, de auto ajuda.

Enquanto essas questões vão ocorrendo, as lutas sindicais vão sendo retardadas, os alunos fortalecem a visão equivocada de que conteúdo pedagógico e política são questões que devem ser tratadas separadamente e fora do âmbito das salas de aula. Essa cultura de separação entre o acadêmico e  o político, foi sendo colocada durante os vinte e cinco anos de ditadura militar. Amigos morreram por pensarem diferente, professores foram caçados, exilados, torturados e mortos, pois sempre lutaram pela liberdade de poder estender o censo crítico dos alunos, contra a ditadura, opressão e pela eterna liberdade de pensamento.

Por isso discente não se deixe levar pelas falas sedutoras daqueles que se dizem nossos amigos, mas na verdade lutam para que o turismólogo não amplie seu mercado de trabalho e não se reconheça como elemento transformador da realidade turística. Esses "amigos da onça" lutam para que nossa categoria não cresça e sim desapareça, pois em sua lógica todos podem vir a contribuir não necessitando de nenhum estatuto corporativo.

Pense, amplie seu censo-crítico e acompanhe a discussão atual que vem lá do Rio Grande do Sul e passa pela cidade de Maringá. Reflita quais os motivos que levaram  entidades, pesquisadores e professores a tentarem desmobilizar nosso trabalho, por meio da lógica separatista de que política e academia devem estar desvinculadas. Será que eles entendem a lógica da luta de classes?

II CARTA AO EXCELENTÍSSIMO PRESIDENTE DA REPÚBLICA LUÍS INÁCIO LULA DA SILVA.

Documento de apoio a indicação da professora Marutschka  Martini Moesch para ocupar a presidência da Embratur

 

A ideologia e a consciência burguesa não chegam ao fundo da realidade: cabe-nos indagar qual é a realidade que ambas pretendem conhecer, explicar controlar? Desde que deixou de ser revolucionária, desde que se tornou uma classe dominante, o que lhe interessa é a continuidade e a eficácia crescente da dominação. (Florestan Fernandes. A natureza sociológica da sociedade, p.23.)

A saída para o País, na minha opinião, está na capacidade de organização do povo trabalhador, está na capacidade dos partidos políticos, porque somente com partidos políticos fortes, somente com sindicatos fortes é que se pode evitar que pequenos grupos se apoderem do País e se perpetuem no poder.(Luís Inácio Lula da Silva. Retrato do Brasil - Depoimentos, p.4)

 

Senhor presidente, permita-nos a informalidade, pois sabemos que os grandes homens são fortes por sua personalidade e não pelo cargo que ocupam e é assim que o percebemos na luta que todos nós travamos contra a ditadura militar e o estado de opressão que vivíamos.

Sua conduta política sempre foi exemplar, pensando na classe trabalhadora e nos rumos que a sociedade deveria seguir, por essa razão apelamos ao companheiro que ouça as entidades científicas, pesquisadores, professores e os profissionais da área do turismo, quando o governo for escolher nomes para ocupar a presidência da Embratur e o Ministério de Turismo e Esporte.

Nossa angústia deve-se ao fato que a mesmice prevaleça, pois a atual estrutura política destes lugares possuem largos e longos tentáculos cristalizados de poder. A nós trabalhadores e pesquisadores do fenômeno turístico cabe alertar que velhos e conhecidos políticos, profissionais da política, estão articulando a perpetuação do velho jeito de fazer política, com nomes que sempre serviram ao turismo que condenamos.

A estes senhores que hoje se aproximam do PT para garantir seus clones nas estruturas de poder e que podem aprofundar ainda mais crise das políticas públicas, pois as mesmas surgem por meio de fatos emergências e não de algo concebido segundo um planejamento sustentável.

A lógica atual não pode prevalecer, pois a categoria de turismólogos, professores, pesquisadores e trabalhadores da área quer ser ouvida. Todos os outros governos sempre desprezaram nossas opiniões agora chegou a vez de sermos consultados.

Senhor presidente, por esse motivo é que tomamos a liberdade de apresentar o documento abaixo elaborado pela Diretora do - Porto Alegre Turismo - Escritório Municipal a professora Marustshka Moesch a qual subscrevemo-o em apoio para que a mesma venha ocupar o cargo de presidente da Embratur. Os motivos que nos levaram a assiná-lo se deve ao fato de todos que aqui firmaram seus nomes, acreditam que um outro turismo é possível, onde a luta por um país sem fome só poderá ser concretizada quando o fenômeno turístico também for trabalhado com padrões científicos em conjunto com sensibilidade de profissionais competentes que atuam na área.

 

O TURISMO E A CONSTRUÇÃO DE UM BRASIL DECENTE

MARUTSCHKA MARTINI MOESCH  Diretora do Porto Alegre Turismo - Escritório Municipal

As bases de um novo modelo de desenvolvimento para o Brasil passam pela proposição de avanços economicamente viáveis, ecologicamente sustentáveis e socialmente justos, em que o Turismo assume papel relevante. Por sua capacidade de gerar trabalho e renda, promovendo o desenvolvimento local e regional, e incentivar a  riqueza da diversidade e da heterogeneidade cultural  do nosso país, o turismo é um  agente possibilitador da valorização das localidades.

Assim, dentro das diretrizes e a concepção do PROGRAMA DE GOVERNO DO PT para o Brasil prevêem que "a inclusão do social no eixo do desenvolvimento, significando mais do que a revalorização dos aspectos sociais - como o combate à fome, a educação, a saúde, o saneamento, a habitação e a cultura. Por outro lado, será necessário incidir sobre fatores estruturais que determinam os padrões de apropriação e distribuição da renda e da riqueza, como as relações da propriedade da terra e do capital, as relações de trabalho, as modalidades de organização e de integração dinâmica do sistema produtivo, o caráter do Estado e suas conseqüências na tributação e no uso dos recursos públicos", é sobre a integração dinâmica do sistema produtivo e o caráter do Estado na tributação e usos dos recursos públicos que o tema Turismo precisa ser reavaliado e redirecionado como uma prática social de grande valor para o desenvolvimento sustentável de base local.

O Turismo por ser um fenômeno interdisciplinar articula no fazer os campos da educação, cultura, esporte, lazer, emprego e renda, e meio ambiente integrando-os na construção de projetos locais que valorizem a cultura como elemento fundamental no resgate da identidade do país. Essas expressões convivem articuladas e abertas às demais culturas mundiais, num diálogo solidário entre os diferentes povos. O Turismo permite tornar pública nossa "melhor tradição cultural, de resgatar os traços peculiares de nossa identidade e formas de expressão de cunho universal isto é, um diálogo aberto com todo o mundo. O essencial, nessas condições, realizar um amplo processo de inclusão cultural, garantindo, de forma progressiva, o acesso de toda a cidadania à produção e fruição  cultural, bem como a livre circulação de idéias e  de formas de expressão artística. De modo análogo, é importante fomentar a formação e a prática de esportes e de atividades de lazer, como contribuição à melhoria da qualidade de vida no país".

A concepção de Turismo marcará e definirá, substancialmente, as práticas e políticas públicas nesta área.  Desta forma, consideramos fundamental que o Ministério do Esporte e Turismo, e Embratur passem a conceber o Turismo como um fenômeno social, uma prática histórico-social em que o deslocamento dos sujeitos de seu espaço e tempo rotineiros propicia a realização de experiências profissionais, culturais, educacionais, sociais, de saúde, de esporte e lazer. Essa concepção pressupõe uma estrutura que atenda e proporcione hospitalidade, acomodações, boa culinária e informações qualificadas para os deslocamentos intermunicipais e interestaduais.

A temática da sustentabilidade como base do planejamento e desenvolvimento local e regional, torna-se regra imperiosa neste processo que articula heterogeneidade cultural e diversidade natural, ambos contribuindo para uma estética singular aos destinos, o que enaltece e fortalece a singularidade do local para um diálogo não submisso com o global.

É preciso confirmar uma solidariedade que articule e promova uma alternativa de gestão compartilhada. Nesta perspectiva os órgãos públicos, sejam de caráter local, regional ou nacional, deverão tecer estruturas que articulem com os demais parceiros na sua composição - hoteleiros, transportadores, agentes de viagens - na direção do fortalecimento local não excludente, que abra espaço de participação nos novos moldes de gestão representado nas democracias participativas.

Da mesma forma, a transformação dos paradigmas na ação do poder público frente às políticas que envolvam o Turismo, seja no espaço urbano ou rural, devem contemplar o compromisso de fomentar  o desenvolvimento de políticas de combate a pobreza, geração de trabalho e renda - tendo como conseqüência  a melhoria da qualidade de vida - que sejam permeadas pela participação das comunidades envolvidas nos projetos turísticos e na defesa do meio ambiente e dos elementos culturais.

O incremento da atividade turística depende da negociação solidária entre a tangibilidade do espaço, a conservação ambiental, a preservação dos ecossistemas locais, o uso racional dos recursos naturais e o que no espaço é tangível: a riqueza da diversidade e heterogeneidade das especificidades culturais que conformam e singularizam as localidades.

Assim defendemos uma prática de Turismo sustentável voltada, tanto para o visitante quanto para o cidadão local, permeando ações de geração de renda e postos de trabalho, preservação da memória cultural e antropológica, e conservação ambiental, proporcionando o contato harmônico do homem com a natureza.

Fundamentalmente, o Turismo deve ser também uma política pública de defesa da qualidade de vida e de cidadania, pois o direito ao tempo e espaço de prazer e lazer não deve estar restrito apenas a quem tem o poder aquisitivo para seu desfrute, mas ser um direito garantido através da integração e relação com as demais políticas públicas. O turismo passa, portanto, transversalmente por todos os campos da ação pública, conjugando ações de desenvolvimento turístico alternativo ao modelo de turismo imediatista e predatório, que deixa como saldo perverso a exclusão das comunidades dos processos e, não raro, gera déficit ambiental e cultural.

O Turismo que queremos se insere como elemento de contraposição do local sobre o global, como síntese da possibilidade do encontro e do convívio, como experimento da tolerância entre as diferenças, como instrumento universalizador de aprendizagens e, por conseqüência de direitos, como elemento gerador de trabalho, renda e inclusão social, em que o visitante e o cidadão morador se encontrem e confraternizem,  troquem experiências e vivências democráticas.

A construção de uma imagem de "Brasil Decente" passa pela utilização do Turismo como promotor do país enquanto um destino turístico qualificado, democrático, multicultural e fraterno, onde o exercício do bem-viver seja uma prática social e socializável.

Assim, esperamos que o Ministério do Esporte e Turismo e a Embratur não sintetizem apenas os interesses do mercado ou do turismo promovido pelo capital internacional, mas seja, concretamente, um instrumento agregador da transversalidade entre as temáticas culturais, ambientais, econômicas, educacionais, de esporte e lazer.

Entendemos que o Turismo Sustentável a ser implantado pelo Ministério do Esporte e Turismo/Embratur deve pressupor:

Reorganização do sistema turístico em nível federal, estadual e local construindo uma nova relação de co-responsabilidade, autonomia e financiamento sob uma ótica de participação, descentralização e cooperação construída coletivamente;

O desenvolvimento de um planejamento estratégico que permeie as esferas política, econômica e social do nosso governo, partindo de uma visão crítica ao modelo atual, quando promover a inserção social não baste, mas que   possibilite a construção de meios que promovam a transformação da realidade, a redistribuição de renda  sem o paternalismos, e sim como fruto da participação e da autogestão da comunidade local. O turismo aborda os sistemas locais de produção, onde as necessidades dos moradores determinam os investimentos, retomando os processos produtivos não mercantis, e sim solidários, portanto mais sustentáveis;

Incorporação do turismo no planejamento de longo prazo para o Brasil, não restrito a área específica da economia, pois deve permitir a construção de uma nova imagem, relacionada ao novo paradigma de governo; abandonando a promoção do "paraíso natural de sol, praia e sexo" por uma imagem íntegra, multicultural, alegre e tolerante às diferenças, portanto mais digna. Isso significa a implementação de fortes mecanismos de erradicação do turismo sexual, da exploração do trabalho infantil e feminino - que vêm se ampliando nas últimas décadas - recolocando nossa posição no mercado externo como destino cultural e ambiental sustentável;

Como planejamento tático e gerencial, a retomada no início do ano de 2003 do debate sobre a estrutura organizacional da Embratur e suas representações, visando um enxugamento, com maior qualificação nas ações.

Re-pactuar o Conselho Nacional de Turismo, para uma participação mais ampla, dinâmica e efetiva de toda a comunidade turística. A representação deve incluir uma maior presença das universidades (uma vez que hoje são mais de 430 cursos de turismo instalados nos mais diferentes pontos do Brasil), das entidades representantes dos trabalhadores do setor e comunidades locais;

Como planejamento operacional a revisão, ainda no período de transição, da participação em feiras internacionais, pois as principais  delas ocorrem nos meses de janeiro, fevereiro e março de 2003, garantindo a participação  eqüitativa dos estados e regiões turísticas, revendo contratos e convênios com empresas que implantam ações de fomento e promoção, ao mesmo tempo que têm acento no Conselho Nacional de Turismo.

Avaliação do Prodetur -Nordeste (assinado no mês de outubro de 2002), envolvendo valores da ordem dos R$ 800 milhões, rediscutindo com as comunidades, Ongs e Governos locais, suas prioridades e metodologias de alocação de verbas, numa participação mais horizontal no debate sobre a destinação dos recursos;

Ampliação do debate sobre a estrutura atual do Ministério de Turismo e Esporte e a existência da EMBRATUR, visando estruturas com maior organicidade e menor burocratização, valorizando o desenvolvimento de uma Política Pública Nacional de Lazer, Esporte e Turismo, a partir das experiências bem sucedidas nas cidades governadas pelo PT e demais partidos aliados;

 

SÃO SIGNATÁRIOS DESTE DOCUMENTO:

ADELI SELL - Vereador do PT de Porto Alegre
JOÃO LUIS DOS SANTOS MOREIRA - Federação Brasileira de Convention Visitors Bureau
RAUL COHEN - Associação Gaúcha de Montadores de Estandes
ENEIDA BRASIL - Assessora Técnica do Porto Alegre Turismo - Escritório Municipal
MARIA DE FÁTIMA MONTEIRO - Diretora de Planejamento do Porto Alegre Turismo - Escritório Municipal
MÁRCIA RECH - Diretora de Eventos do Porto Alegre Turismo - Escritório Municipal
VÂNIA  ANTUNES - Diretora de Marketing do  Porto Alegre Turismo - Escritório Municipal
SUZANA GASTAL - Jornalista e Professora Universitária
NORMA MARTINI MOESCH - Bacharel em Turismo e Professora Universitária
CLARICE MOSELE - Assessora de Relações Internacionais da PMPA
ALEXANDRE PANOSSO NETTO - professor e pesquisador na área de Turismo
MARIA ANGELA MARQUES AMBRIZZI BISSOLI - Professora e pesquisadora na área de Turismo
MARÍLIA GOMES DOS REIS ANSARAH - Professora e pesquisadora na área de Turismo.
LUIZ ALBERTO TIMOSSI - Professor e empresário na área de Turismo.
LUIZ GONZAGA GODOI TRIGO - Professor e pesquisador na área de Turismo.
VERA MARCELINO - Jornalista especializada na área de de Turismo (Aviesp-SP)
SANDRA CRISTIANE RIGATTO - Professora e pesquisadora (PUCC)
MARCELO ADEMAR PEREZ LOPEZ - Professor e pesquisador na área do Turismo
JOÃO DOS SANTOS FILHO - Turismólogo, sociólogo, professor universitário (PR).
JORGE EDUARDO SCARPIN – Mestre, Professor e pesquisador na área do Turismo (PR).
DIRCE VASCONCELLOS LOPES – Turismóloga e Doutora em Turismo (PR).
ADRIANA FIGUEIREDO YANES – Professora especialista em Administração Hoteleira (PR).
LUCIANA BELINETTI MAGALHÃES – Turismóloga e Professora na área do Turismo (PR).
DANIELA LEHMANN - Turismóloga e Professora na área do Turismo (PR).
LEONARDO STURION – Professor Doutor na área do Turismo (PR).
ROSEMARI BENDLIN CALZAVARA – Mestre e Professora na área de Patrimônio Histórico (PR).
LUÍS CARLOS TABET GOMES - Turismólogo, delegado Regional de Turismo da Secretaria do turismo do Estado de São Paulo.

 


JOÃO DOS SANTOS FILHO

     

* Por entender que o processo de colonização ocorrido no Brasil foi extremamente espoliativo em virtude de uma burguesia que já começava a cristalizar os interesses do Capital fora de seus países, portanto a imposição e a mais valia vão ser mais violenta e sem possíveis mediações de negociação. A educação importa modelos pedagógicos educacionais estranhos a nossa realidade. Por esse motivo considerado-os visionários, pois desenvolveram pesquisas e ajudaram a criar um arcabouço teórico nacional.

** Cabe lembrar que outros professores foram fundamentais, por esse motivo homenageio a todos aqueles que foram por mim esquecidos, mas estavam atuando na docência no período citado.

[1] Ribeiro, Darcy. Aos trancos e barrancos: como o Brasil deu no que deu. Rio de Janeiro: Guanabara Dois, 1985. Localizador 2078.

[2] Matias, Marlene. Turismo: formação e profissionalização ( 30 anos de história ). Barueri: Editora Manole, 2002. p 5.

[3] Santos Filho, João dos. Neoliberalismo: lógica do irracionalismo. Ensaio sociológico sobre o neoliberalismo. In.Cadernos de Metodologia e Técnica de Pesquisa: revista anual de metodologia de pesquisa; Universidade Estadual de Maringá, 1996, p. 51

[4] Moesch, Marutschka Martini. A produção do saber turístico. São Paulo: Contexto, 2000. P.13.

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REFERÊNCIA BIBLIOGRAFICA

Curso de turismo. Departamento de relações Públicas e propaganda. Escola de Comunicações e Artes da Universidade de São Paulo I-CONTUR - I Congresso Nacional de Turismo. 1975.

Curso de Turismo. Escola de Comunicações e Artes da Universidade de São Paulo. I Forum Nacional de Turismo e Lazer. São Paulo, 1980.

Fernandes, Florestan. Nós e o Marxismo. In. Caderno Ensaio. Marx Hoje. São Paulo. Editora Ensaio, 1987.

Lafargue, Paul. O direito à preguiça. São Paulo: Hucitec; Unesp, 1999.

Matias, Marlene. Turismo: Formação e Profissionalização - 30 anos de história. Barueri: Manole. 2002

Marx, Karl. Grundrisse: Lineamientos Fundamentales para la crítica de la economía política 1857 - 1858. México: Fondo de Cultura Económica,1985.

................. Engels, Friedrich. A Ideologia Alemã. Portugal. Editorial Presença, 1976. I-CONTUR

............... . Manifesto do partido comunista. São Paulo: Global, 1987.

Ribeiro, Darcy. Aos trancos e barrancos; como o Brasil deu no que deu. Rio de Janeiro: Guanabara Dois, 1985.

Santos, Filho. João dos. Neoliberalismo: Lógica do irracionalismo. In. Cadernos de Metodologia e Técnica de Pesquisa: revista anual de Metodologia de pesquisa. Universidade Estadual de Maringá /  Departamento de Fundamentos da Educação / Área de Metodologia e Técnica de Pesquisa. 1996.

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