Por ANTONIO INÁCIO ANDRIOLI
Doutorando em Ciências Sociais na Universidade de Osnabrück - Alemanha

Fórum Social Mundial é conhecido internacionalmente

O Fórum Social Mundial realizado, pela segunda vez, em Porto Alegre, atingiu, seguramente, um de seus objetivos: constituir-se como movimento internacional da crítica à globalização neoliberal. Durante uma semana suas diferentes discussões, idéias e propostas foram observadas pelos movimentos e cientistas sociais de todo o mundo. Em contraste com o Fórum Econômico Mundial de Nova Yorque, onde os dirigentes do poder capitalista estiveram reunidos, o Fórum Social Mundial se tornou uma nova alternativa de engajamento para a maioria da população desprovida das vantagens do livre comércio neoliberal.

Na Alemanha muito foi publicado na imprensa a respeito do II Fórum Social Mundial. Especialmente os jornais com caráter mais crítico como, por exemplo, o "Frankfurter Rundschau" e "Die Tageszeitung" diariamente se ocuparam com este assunto. Nestes foram publicadas várias entrevistas com estudiosos alemães que realizam pesquisas sobre a globalização e que puderam manifestar suas críticas publicamente. A imprensa conservadora igualmente teve que abordar o tema e se viu obrigada a publicar pequenas manchetes. Na televisão as notícias do Fórum Social constrastavam com as do Fórum Econômico.

É claro que no centro das atenções da mídia alemã esteve colocado o Fórum Econômico, principalmente porque neste o Primeiro Ministro e muitos empresários alemães estiveram participando. Mas, em Porto Alegre também muitos alemães marcaram presença, em especial ecologistas, pacifistas, participantes de Organizações Não-governamentais (ONG's), sindicalistas e até mesmo deputados. Os deputados, juntamente com outros mil de diferentes países, participaram da fundação do Fórum Parlamentar Mundial.

O II Fórum Social Mundial surpreendeu muitos alemães, que pouco sabiam a seu respeito e ficaram curiosos com o evento. Com isso, em universidades, escolas, sindicatos e na política em geral, este se tornou um novo tema de discussão na Alemanha. Em comparação com o Fórum anterior, realizado em 2001, agora há muito mais alemães interessados em participar e, no próximo ano, pretendem ir a Porto Alegre. Aliás, sobre Porto Alegre, também, muito foi falado e noticiado. Em geral, a cidade é conhecida como modelo de democracia para o mundo, o que aparece claramente num jornal publicado no dia 05 de fevereiro, dia de encerramento do Fórum 2002: "So demokratisch funktioniert wohl kaum eine Stadt in den westlichen Industrieländern" (Assim, tão democraticamente, não funciona sequer uma das cidades nos países do leste industrializado). O que mostra que o exemplo dos movimentos solidários internacionais, contrários ao neoliberalismo e à guerra, reunidos em Porto Alegre, impulsionam, também, na Alemanha, a esperança mundial de que "um outro mundo é possível", um mundo com mais democracia e justiça social.

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* Doutorando em Ciências Sociais na Universidade de Osnabrück - Alemanha

 

Weltsozialforum ist weltweit bekannt

Das Weltsozialforum, das zum zweiten Mal im südbrasilianischen Porto Alegre stattfand, hat sicherlich eines seiner Ziele erreicht, weltweit die Bewegung der aktuellen Globalisierungskritiker zu sein. Während einer Woche wurden die verschiedenen Diskussionen, Ideen und Vorschläge des Forums von internationalen sozialen Bewegungen und Wissenschaftlern beachtet. Im Gegensatz zum Weltwirtschaftsforums in New York, wo die Machtführer des Kapitalismus sich getroffen haben, ist das Weltsozialforum eine neue Alternative geworden, an der die Mehrheit der Bevölkerung, die keine Vorteile durch den neoliberalen Freihandel bekam, sich beteiligen kann.

In Deutschland wurde viel über das II Weltsozialforum in der Presse geschrieben. Besonderes die kritischen Zeitungen wie zum Beispiel "Frankfurter Rundschau" und "Die Tageszeitung" haben sich tagtäglich damit beschäftigt. In diesen hat es viele Interviews gegeben mit deutschen Wissenschaftlern, die Forschungen über Globalisierung durchführen und das Thema öffentlich kritisieren konnten. Die konservative Presse musste sich ebenfalls darum kümmern und kleine Nachrichten publizieren. Im Fernsehen gab es Nachrichten über das Weltsozialforum als Kontrast zum Weltwirtschaftsforum.

Es ist klar, dass im Mittelpunkt der deutschen Medien das Weltwirtschaftsforum gestellt wurde, hauptsächlich weil der Bundeskanzler und viele deutsche Unternehmer an diesem Ereignis teilgenommen haben. Aber auch in Porto Alegre haben viele Deutsche teilgenommen, besonders Umweltschützer, Pazifisten, Mitglieder von Nichtregierungsorganisationen (NGOs), Gewerkschaftler, und sogar Abgeordnete. Die Abgeordneten haben mit tausend anderen aus verschiedenen Ländern das Weltparlamentarierforum gegründet.

Das II Weltsozialforum hat viele Deutsche überrascht, die wenig davon wussten und neugierig wurden. Deshalb ist das in Universitäten, Schulen, Gewerkschaften und auch in der Politik ein neues Thema geworden. Im Vergleich zum ersten Weltsozialforum, das 2001 durchgeführt wurde, gibt es jetzt viel mehr Deutsche, die sich dafür interessieren und nächstes Jahr nach Porto Alegre kommen möchten. Über Porto Alegre wurde auch viel gesprochen und berichtet, als eine sehr demokratische Stadt, wie in einer Zeitung am 5. Februar, am Ende des Forums 2002: "So demokratisch funktioniert wohl kaum eine Stadt in den westlichen Industrieländern". Das zeigt, dass das Beispiel der globalen solidarischen Bewegungen, die sich gegen den Neoliberalismus und den Krieg stellen und sich in Porto Alegre zusamengeschlossen haben, fördert auch in Deutschland die weltweite Hoffnung, dass "eine andere Welt möglich ist", eine Welt mit mehr Demokratie und mehr sozialer Gerechtigkeit.

 

ANTONIO INÁCIO ANDRIOLI

     

 


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